sábado, 1 de maio de 2010

Show Três Aboios Diferentes

“Três Aboios Diferentes” é o título do show a ser apresentado na próxima sexta-feira, às 21h, no Teatro Santa Rosa, pelos artistas: Zé Ramalho, Jarbas Mariz e Huguinho Guimarães.

O programa constará apenas musicas de compositores paraibanos, e o suporte musical será principalmente de craviola, piano, órgão eletrônico, guitarra e percussão.

Atuarão ainda os músicos Baby, no baixo; Valdir, na guitarra solo; Dikê, no sax e Paulo Bezerra, na bateria. O controle do som ficará a cargo de Eduardo Stuckert.

Os ingressos serão cobrados ao preço de 10 cruzeiros.

Jornal o Norte, João Pessoa, quarta-feira, 24 de Dezembro de 1975

sexta-feira, 30 de abril de 2010

ABRAÇO AOS AMIGOS DO FORUM!!!


Passeando pelo site oficial do mestre Zé Ramalho fico muito feliz de encontrar pessoas sábias que admiram a obra desse profeta assim como eu. Lançam idéias bacanas, fazem bons comentários e passam belas mensagens aos participantes do fórum.

Por isso vai aqui meu abraço especial a galera que sempre está ativa no fórum do site oficial de Zé:

ADRIANO ROCHA Louco Por ZÉ RAMALHO

ALEXSANDER DE SOUZA

IVONILSON MAGALHÃES.

EUNICE LIMA

PAULO SILVIO

RENNYS SILVA

AURILIO SANTOS
...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

De V olta à varanda do avô.

Imagine um poeta louco que reúna, numa só estrofe, os versos desembesta­dos de um repentista que junta rimas, mas não tem ciência, com a sagrada falta de sentido dos futuristas russos.


Imagine também que o mesmo sujeito seja também um bruxo e que este bruxo reúne os sons tirados do bojo das violas que ouviu na infância com outros sons eletrificados, que tocou e cantou em sua ju­ventude, num mesmo caldeirão. Mas não pare de imaginar logo agora: pense também que o aprendizado desse poeta e bruxo foi em conjuntos de baile que tocavam covers (reprodu­ções, nota a nota, das gravações de sucesso), para viver.


Então, você terá composto o re­trato falado de um artista. Ele se chama Zé Ramalho.


É impossível dissociar esse artista de sua história, quando se ouve o LP Opus Visionário, que a CBS acaba de lançar no mercado. Zé Ramalho é um primo distante de Bob Dylan quando refaz essa rota do mistério de obra que só tem sentido quando ouvida:


Quando Impressa parece apenas um amontoado alucinado de palavras. Mas ele não chegou a Bob Dylan pelos caminhos que nossa gera­ção trilhou: os Beatles e os Rolling Stones. Quem levou Zé Ramalho ao judeu fujão de Minnesota foi um negro maluco que não andava de trem - "que é coisa do diabo" - e que conheceu. a pé todo o sertão da Paraíba: Limeira, o bardo surrealista da poesia oral nordestina.


Não foi com Lennon e McCartney que ele aprendeu os mistérios do absur­do. Foi decorando os versos fescenínos, com rimas e métrica. Mas sem sentido, que Otací­lio Batista e Orlando Tejo reproduzem do negrão que andava com rabeca e matulão nas costas contando que Getúlio Vargas foi delegado em Campina Grande e que Dom Pedro II celebrou missa em Piancó.


A herança de Limeira levou o menino feio de Brejo do Cruz ao sucesso nacional já em seu disco de estréia, em 1978. Mas o violeiro elétrico se perdeu nas trilhas do êxi­to, que só reencontrou com a trilha sonora para o vampiro do Roque Santeiro, no ano passado.


O reencontro do profeta apocalípti­co com o renome possibilitou o primeiro gran­de disco de Zé Ramalho, desde sua estréia estrondosa. Opus Visionário é o LP da matu­ridade de um artista que quer recuperar a inocência, com quem se vê de novo, oito anos depois de havê-la perdido. O ouvinte precisa entender que o poeta-bruxo apanhou muito da vida e dos esquemas do selvagem capitalismo fonográfico para conseguir destilar, de novo, este ar de terno de linho engomado que o disco tem.


Zyliana retoma, desde os primeiros acor­des de O Guarani, os rumos em direção à infância, de que a glória havia desviado. "A foz de um grande rio me arrastou e num toco boiando fui lutar" - canta o profeta apoca­líptico com sua voz, marcada pelos sinais mais evidentes da batalha. Agora, o primo de Bob Dylan volta a ser o irmão de sangue de Inácio da Catingueira, em Olhares sem Destino, toada composta em parceria com Téo Azevedo, violeiro da Bahia do Bode e do Norte de Minas.


Netuno, com seu tridente, que o proteja dos novos cantos que a sereia da fama ainda vai espalhar em suas águas. Para voltar a produzir um disco como este, o violeiro elétrico de Brejo do Cruz só basta usar uma bússola, a de seu próprio verso: "O homem já procura agora um caminho que o leve de volta para um lar". Pois. só quando se senta novamente na varanda da casa da fa­zenda do Avô-hai, no primeiro sertão da Paraíba, é que ele tira do bojo elétrico da viola um desafio à altura de seu talento. único condão mágico capaz de misturar as dosagens certas para a poção exata dessa fusão fantástica entre o rock e a poesia oral nordestina, cuja receita só ele domina, no planeta da música de consumo do Brasil.


Jornal O Estado de São Paulo em 25 de Setembro de 1986.



sábado, 24 de abril de 2010

No Astréa novas músicas e "A Noite do Lobisomem"

Zé Ramalho subirá hoje, às 21h30m, ao palco do ginásio de esportes do Clube Astréa, depois de cinco anos sem ter feito um show monta­do em João Pessoa, como foi o da época de Admirável Gado Novo.


Hoje o público que lhe é fiel - e que é grande – deverá comparecer em massa ao As­tréa., para aplaudir o compo­sitor paraibano com antigos sucessos e novos, como é o caso de A N.oite do Lobiso­mem, da,trilha sonora de Ro­que Santeiro ~ super­ executada nas emissoras ra­diofônicas do país.

Como garantiu ontem o produtor Onaldo Mendes - da OM Comunicações, que faz o show de Zé em João Pessoa numa associação com a Gil Programações Artísticas -, tudo na noite de hoje deverá funcionar com perfeição, res­gatando ao Astréa a condição de melhor local (incluindo condições de acústica e visi­bilidade) para realização de grandes espetáculos musicais na Paraíba, já que as expe­riências verificadas na Praça do Povo do Espaço Cultural sempre redundaram em re­clamações generalizadas do público mais exigente.


O presidente do Astréa, Luiz Mendes, informou, in­clusive, que somente será permitida, durante o show de Zé Ramalho, a venda de bebi­das e refrigerantes apenas em copos plásticos, evitando-se assim a possibilidade de qualquer acidente com garra­fas ou latas.

Onaldo Mendes disse que a parte externa do ginásio do Astréa será assegurada in­tegralmente pela Polícia Mi­litar do Estado, que garantiu um esquema especial, fican­do a parte interna com segu­ranças particulares. Já o De­tran interditará a rua Prince­sa Isabel no trecho do ginásio - ou seja, entre a Pedro I e a Monsenhor Walfredo.


Jornal A União em 28 de Novembro de 1985



A GRANDE AVENTURA DE SER ARTISTA

Depois de produzir três discos em menos de doze meses, Zé Ramalho lan­çou o álbum Orquídea Negra, ao mesmo tempo em que pre­para três livros para serem editados ainda este ano. Neste trabalho, fruto de uma extensa pesquisa, ele procura encontrar uma linguagem nordestina voltada para ima­gens representativas de cul­tura do povo, com a preocu­pação de não cair em sim­bolismos estereotipados. "A arte é uma grande aventura para o ser humano". diz ele ­e talvez seja por isso que se aventure tanto, mesmo quando faz literatura de cor­del. "Não tenho nenhum in­teresse comercial nos meus li­vros, e qualquer pessoa que quiser recebê-los, a exemplo de Carne de Pescoço, só é pre­ciso escrever para a CBS pe­dindo o material."

No último trabalho, Orquí­dea Negra. Zé Ramalho se voltou para parcerias. Isso, segundo ele, se deve ao fato de "depois de ter atravessado um mar de silêncio recebi uma couraça de Jorge Mautner e resolvi dividir meus momen­tos de criação com outros par­ceiros. Orquídea Negra é uma imagem do que Mautner pen­sa de mim, transcrita com fir­meza para uma música". O místico, traço marcante em seu trabalho, teve origem na terra onde nasceu (a Paraíba) e em imagens de sonhos. "Meu trabalho às vezes é meio confuso, mas isso obriga as pessoas a ouvirem mais para querer entender. Faz parte da loucura da arte as contradições que vão sendo reveladas a cada passo - es­sencial para que as pessoas se­jam levadas a pensar." O fato de não pisar num palco este ano traduz uma necessidade de vida e produção. Afinal.

como ele' diz, "tudo o que o artista pratica fora do palco soma para a concepção total do seu trabalho".


Revista Fatos e Fotos em 05/09/1983

domingo, 18 de abril de 2010

Apresentação de Zé Ramalho será a 10 no S. Roza.

Estará no Teatro Santa Roza, dia 10 de setembro, o compositor Zé Ramalho da Paraíba, numa única apresentação para o público pessoense. Desta vez com o show: "UM DIA ANTES DA VIDA" partindo em seguida, agora que seu contrato com a Rosenblit foi terminado, para o Rio de Janeiro.

Além de "PAÊBIRÚ", LP duplo de parceria com Lula Côrtes, Zé Ramalho já participou de Vários discos, atualmente circulando por todo o país, com "VIVO" de Alceu Valença, " CORDEL, REPENTE E CANÇÃO" produzido por Tãnia Quaresma.

Grandes momentos marcaram a carreira do paraibano Zé Ramalho dos quais os mais recentes foram: " SOPA DE MORCEGOS", show feito ao lado de Geraldinho Azevedo, em janeiro de 1974 no Rio de Janeiro; "ATLANTIDA", produzido por Onaldo Mendes e Eduardo Stuckert; "3 ABOIOS DIFERENTES", ao lado de Jarbas Mariz e Huguinho Guimarães; participou, ainda, do "Encontro de Violeiros e Cantadores" realizado no Teatro Santa Roza em 1975; e, tambem, de vários consertos de música popular, dentre os quais "Chaminé", realizado em Olinda, e o Encontro Artistico Espiritual do Nordeste, no pátio da Igreja São Francisco - ambos em 74.

Por último Zé Ramalho percorreu a Estrada da Montanha do Sol, ao lado de Lula Cortes, e em seguida o trem " DANADO PRA CATENDE" de Alceu Valença. Voltando pra Paraíba se apresentou na primeira mostra da Coletiva de Música, realizada este ano pelos compositores paraibanos, no Teatro Santa Roza. E agora, na véspera de sua viagem, ele apresenta o show "UM DIA ANTES DA VIDA".

Fonte: Jornal O Norte, João Pessôa, domingo 5 de setembro de 1976.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Livro sobre Zé Ramalho e o grande fotógrafo Aurílio Santos.

Para quem quiser adquirir o livro “Aurilio Santos O olhar criador, Zé Ramalho o ancestral da palavra” do poeta Manoel Monteiro Ed. e Gráfica Real.

ou para obter outras informações sobre o “Espaço Acervo Aurilio Santos – Zé Ramalho Vida e Obra”, o fotografo disponibiliza contato pelos e-mails:

auriliosantos@yahoo.com.br
auriliosantos@gmail.com