O novo cd foi produzido pelo proprio Zé Ramalho em parceria com Robertinho do Recife, então podemos esperar um super trabalho chegando aí galera!!!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
NOVO CD PRESTES A SAIR
O novo cd foi produzido pelo proprio Zé Ramalho em parceria com Robertinho do Recife, então podemos esperar um super trabalho chegando aí galera!!!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O FILHO DA PEDRA ONDULADA
Por ONALDO QUEIROGA, juiz de Direiro.Sob o Sol do sertão uma imensa pedra, serra mística que, na claridade do dia, reflete a causticante vida do povo que habita o Brejo do Cruz. Quando a noite chega, lá do céu a Lua espalha sua luz de prata e ensina ao vento a deitar sobre a mesma pedra o bafo frio anunciante da enigmática madrugada.
Quantos filhos tem essa pedra, essa serra de relevo fortemente ondulado? Muitos, muitos filhos, uns do Riacho da Tapera, outros do Poço da Cruz, do Escuro, das Lajes, dos Bois, do Poço da Onça, do Jacu, das Lagoas Polarinho, Marrecas e Caminho do Brejo. Essa pedra tem segredos milenares, há tempo adormecidos, e que desde 1600 são contidos pelas cancelas do Sítio Olho D'água do Meio.
Da magia dessa serra, desse lajedo, dessa pedra, nasceu um Zé, a quem foram revelados os mistérios guardados a sete chaves no âmago da pedra ondulada. Um inquieto pensador, poeta, cantor, cantador e compositor; um mago alto, de barba e cabelos enormes, esvoaçantes, que o tempo tratou de reduzir. De voz forte, metálica e contundente, a ecoar o canto visionário extraído da caverna da aldeia do sol. Deixou o seu sopé, mas os candeeiros de seu lugarejo jamais o abandonaram.
Se fez adolescente transitando pelas ruas, avenidas, teatros, bares e mares da grande Filipéia. Inspirado no Baião de seu Luiz Gonzaga, no rei do ritmo Jackson do Pandeiro, The Beatles, Pink Floyd, Raul Seixas, Bob Dylan, na rebeldia dos The Rolling Stones, em elementos da mitologia Grega e nos mistérios da pedra ondulada. Fez surgir uma sonoridade musical, uma verdadeira miscelânea, uma espécie de rock psicodélico, jazz e ritmos nordestinos, tudo ali, num disco intitulado de Paêbirú ou mesmo caminho da montanha do Sol.
Conheci esse enigmático ser no Miramar, início dos anos 1980, sentado numa poltrona da casa de suas tias Zélia, Madalena, Tereza e Inês Ramalho, amigas de minha mãe Onélia. Suas visões, suas melodias e suas letras logo invadiram o meu existir adolescente. O som variante que ia do protesto político-social ao apocalíptico passou a conduzir meus pensamentos, a influenciar a minha visão sobre o mundo, aliás sobre os mundos, e, como eternas ondas decifradoras do existir, mostraram-me a vida do admirável gado novo, a força do Avôhai, o vôo das borboletas, o grande jardim das acácias, a imensidão da visão de quem senta à beira mar, a liberdade do xote dos poetas, uma canção agalopada e uma terceira lâmina visionária e profundamente crepuscular.
Minha escrita é herdeira desse mundo de Zé Ramalho e navega numa nave interior por cidades e lendas. Numa mão, os últimos dias; na outra, a alforria, e, no firmamento, um lugar para sonhar.
Jornal Correio da Paraíba / Opinião / A6
João Pessoa, sábado, 21 de janeiro de 2012.
Zé Ramalho, o grande poeta cantador
Por Vinícius Masutti*
Especial para o Diário de Cuiabá
Zé Ramalho não tem livros com rótulos de poemas, mas faz música com seu treponema, sua paixão e seus dilemas. Em suas letras, encontramos algumas centenas de belos poemas que o poeta engendra com substância e os encena com uma abundância astuta e um semblante de tristeza e relutância matuta de quem tem a alma serena e a mente madura.
A sonoridade de sua música permeia o ambiente e dá a seus poemas, uma potência latente que só o poeta entende. E poeta é quem lê a gente. Zé traz na fala a fúria da vida dura que o trouxe até as grandes capitais nos idos de 1970. Naquele presente já passado, cantava em seus versos os mistérios, novos e velhos que encontrava no mundo.
Adonai, por exemplo, é uma saudação hindu, que serve também como mantra e que nosso poeta canta com uma leve alteração e se torna Avôhai, um dos mais conhecidos poemas seus, que não tem refrão e nem repetições (mas nos traz boas reflexões). Zé afirma que é sua única letra psicografada, e que a escreveu de uma vez só, enquanto ouvia em sua cabeça de poeta uma certa voz que repetia “Avô e pai”, o mantra a que me referia.
A complexidade de sua escrita é absurda. Em “Beira-mar”, utiliza uma modalidade de cantoria de viola em que o poema deve ter doze sílabas tônicas em cada uma das dez linhas que compõem cada estrofe. Neste tipo de cantoria é necessário ainda que se aborde os mistérios e belezas do mar, pois é lá onde as quatro forças da natureza se encontram. A água, a terra, o vento do ar e a luz do sol. E cada estrofe deve acabar com a expressão “Beira do mar”.
Zé Ramalho é cheio de pequenas maravilhas. Sua escrita é recheada de mistérios e misticismos que só alguém muito sincero poderia captar. Em “A peleja do Diabo com o Dono do Céu”, seu segundo disco de poemas, está a canção “Garoto de Aluguel”, em que fala sobre a comercialização do sexo com profundo sentimento, pois viveu a experiência na pele quando morava no Rio de Janeiro.
Foi no mesmo Rio, quando Zé ainda passava por dificuldades que nasceu um dos mais belos retratos de nossa sociedade. Admirável gado novo é uma brincadeira (seríssima) com o livro de Aldous Huxley, Admirável mundo novo, onde descreve com beleza a tristeza da nossa gente. A música condensa todo um pensamento filosófico e da melhor forma possível. Em forma de poesia, que é combustível para a minha e outras escritas.
Cada música de Zé Ramalho é um poema singular, com uma história única e espetacular, e por isso não posso aqui dissertar sobre cada uma delas, mas cabe á você leitor, ouvi-lo recitar e se deliciar com a sabedoria do poeta cantador. Fica aqui apenas um exemplo do poder que Zé tem de poetizar a vida.
Fonte: Diario de Cuiabá
AURILIO SANTOS POR ZÉ RAMALHO
domingo, 29 de janeiro de 2012
BREJO DO CRUZ

Posto aqui o pórtico da entrada de Brejo, uma merecida homenagem ao filho da terra!!!
Um lugarejo concebido, esquecido, terra cheia de luz,
É no sopé de uma barreira de ouro e prata, que me reluz"...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
MENSAGEM DA AMIGA EUNICE LIMA
EUNICE LIMA
JOÃO PESSOA - PB / PB 22.01.2012 22:53
lymanyce@hotmail.com
ZÉ RAMALHO EM JOÃO PESSOA - 21/01/2012
E o Mestre sobe ao palco...sua luz logo desponta!!!
E a leveza dos seus gestos avisa que a poesia levanta voo e
vem acordar a emoção para ouvir mais uma vez
a voz que transforma e acalma o coração do que seguem o poeta...
E assim mais um presente nos é dado com louvor: É outra vez ZÉ RAMALHO,
é poesia, é amor...
Canta sempre mestre amado, pois que tua voz permanecerá pra sempre...
E o teu nome será eterno sempre que houver uma “eterna onda à beira mar” e como um raio transcendental ecoará a tua voz, escrevendo coisas sobre um “chão de giz” regando as violetas e renovando os colibris, como sinônimos das tuas eternas canções...“Você faz chover no fogo do sertão...” porque você sempre será o grande companheiro e amigo de todos que fazem parte dessa massa, você será sempre o nosso admirável ZÉ RAMALHO.
PARABÉNS MESTRE!
SAÚDE E PAZ SEMPRE
Eunice Lima – João Pessoa -PB
