terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Show de Zé Ramalho agita público que esgotou ingressos no Chevrolet Hall

Paraibano se apresentou no último sábado, em show comemorativo de seus 30 anos de sua carreira.

Adolescentes, adultos e idosos. O público que lotou o show de Zé Ramalho na capital mineira, no último sábado, não nega que as músicas do cantor ainda conseguem atravessar décadas e tocar pessoas de todas as idades. Com ingressos esgotados horas antes que o paraibano subisse ao palco do Chevrolet Hall, o espetáculo de cerca de 1h15 foi marcado por canções que já são quase hinos nacionais, além de momentos que variaram entre a animação do forró e o clima romântico das baladas.

Sem incomodar o público, Zé Ramalho iniciou a apresentação com menos de 20 minutos de atraso. Ao lado da Banda Z, o cantor reafirmou suas raízes de interior ao começar com ‘O Vento vai Responder’, que tem acordes de música caipira. Depois seguiu com os hits ‘Taxi Lunar’ e ‘Mulher Nova, Bonita e Carinhosa’, que deram sequência a uma apresentação que a todo o tempo contou com um público animado, que cantava junto e acenava os braços de acordo com o ritmo de canções, que navegavam por entre os mais de 20 álbuns já lançados de Zé Ramalho.

A ausência das famosas ‘Mistérios da meia-noite’ e ‘Cidadão’ não deixou a desejar por um repertório composto por hits como ‘Entre a serpente e a estrela’, ‘Admirável gado novo’ e é claro, ‘Avôhai’, que pegou o público de surpresa bem na metade do show. Mostrando suas influências musicais, o paraibano ainda fez alguns covers com acordes de Bob Dylan e ‘Gita’ de Raul Seixas.

Com pessoas que arriscavam até passinhos de forró, bem no meio da plateia, o show comemorativo de 30 anos de carreira de Zé Ramalho conseguiu manter um espírito em comum entre os belo-horizontinos. Isso se reafirmou durante os momentos mais brandos, marcados pelas românticas 'Chão de Giz' e 'Sinônimos' em que todos se juntaram para cantar como se fosse um grande coral. Coletividade que só é possível somente para quem realmente viveu o que canta.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

PARABENS AO MESTRE ZÉ!!!!

TODA PESSOA MERECE FELICIDADE
UMA VONTADE DANADA DE BEM VIVER
O MUNDO É BOM QUANDO SE FOR ENTENDER
QUE TUDO VINGA QUANDO SE PODE QUERER...

PARABENS MEU GRANDE MESTRE, TUDO DE BOM PRA VC E FAMILIA, QUE DEUS CONTINUE TE ILUMINANDO COM A LUZ DA EXCELENCIA...

GRANDE ABRAÇO
Rivanildo

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sepultura e Zé Ramalho fazem massa de metaleiros cantar MPB

Encontro entre cantor e banda de metal foi o último do Palco Sunset.
Eles cantaram juntos seis canções e fecharam com 'Admirável gado novo'.

Como quase sempre aconteceu neste ano no Palco Sunset, Sepultura e Zé Ramalho fizeram dois shows em um, algo que se repetiu em outros encontros. O primeiro show começou às 19h30, apenas com o Sepultura, com a plateia na mão desde a primeira baquetada. Foram sete músicas antes que Ramalho fosse chamado ao palco, nada muito diferente de um show convencional do Sepultura, com alguns mimos para os fãs, como "Dusted" e "Spit", canções do clássico disco "Roots", de 1996.
"O metal mostra sua força com dois dias de metal. Vocês são foda", disse Andreas Kisser. O guitarrista contou, no palco, que o show era "único", por ter sido pensado para celebrar os quase 30 anos de banda, com direito a faixas que não costumam tocar ao vivo.

A cover de "Da lama ao caos", da banda pernambucana Chico Science e Nação Zumbi, representou o novo disco solo de Kisser. Ele assumiu o vocal na versão.
'Monstro' da MPB
"É um grande privilégio dividir o palco com este monstro da música brasileira", elogiou Kisser. "É um prazer imenso tocar com a banda poderosa Sepultura", retribuiu o convidado. A parceria foi chamada por Kisser de "Zépultura".
A mistura de MPB e metal confundiu alguns, mas teve boa resposta da maioria. Juntos, tocaram canções agitadas do repertório de Ramalho ("Dança das borboletas", "Jardim das Acácias" e "Mote das amplidões") e uma da carreira solo de Kisser ("Em busca do ouro"), parceria dele com Tony Belloto, dos Titãs.
"Ratamahata" (do Sepultura) e "Admirável gado novo" (de Ramalho) fecharam o set. Difícil contar quantas rodas de mosh se abriram na primeira. Na segunda, o refrão foi cantado pelos metaleiros, com copos de cerveja erguidos e pulos no ritmo da música.

Fonte: G1

 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

AGENDA DE SHOWS: SETEMBRO 2013

06
NOVO CRUZEIRO - MG
SHOW ZÉ RAMALHO & BANDA Z - FESTIVAL DA CACHAÇA DE NOVO CRUZEIRO
CENTRO DE EVENTOS - RUA JOAQUIM MARAVILHA S/N - SÃO BENTO - (23:59H) - FAVOR CONFIRMAR HORÁRIO COM A PRODUÇÃO DO FESTIVAL

07
SETE LAGOAS - MG
SHOW ZÉ RAMALHO & BANDA Z
ESTAÇÃO BRASIL CASA DE SHOWS - RUA PEDRA GRANDE 2543 - SANTO ANTÔNIO - (23:00H) - FAVOR CONFIRMAR HORÁRIO COM A PRODUÇÃO LOCAL - 23:00
13
SÃO BERNARDO DO CAMPO - SP
SHOW ZÉ RAMALHO & BANDA Z
RESTAURANTE FLORESTAL - AV. MARIA SERVIDEI DEMARCHI 2998 - DEMARCHI - (22:30H) - FAVOR CONFIRMAR HORÁRIO COM A PRODUÇÃO LOCAL - 22:30
27
RECIFE - PE
SHOW ZÉ RAMALHO & BANDA Z
CHEVROLET HALL - RUA AGAMENON MAGALHÃES, COMPLEXO DE SALGADINHO - (23:00H) - FAVOR CONFIRMAR HORÁRIO COM A PRODUÇÃO - 23:00
28
CARUARU - PE
SHOW ZÉ RAMALHO & BANDA Z
PALLADIUM - RODOVIA BR - 104, n. 1846, NOVA CARUARU - (23:00H) - FAVOR CONFIRMAR HORÁRIO COM A PRODUÇÃO LOCAL - 23:00

ZÉ RAMALHO NO FACEBOOK

PARABENS MESTRE!!!!

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

‘Meus filhos homens me respeitam mais agora’, brinca Zé Ramalho, sobre show com Sepultura


RIO - Os ensaios ainda não começaram, e falta definir muita coisa para o encontro de Sepultura com Zé Ramalho no Palco Sunset do Rock in Rio, no dia 22 de setembro. Mas, mesmo antes de o show existir, alguns efeitos dele já podem ser sentidos, como explicou Zé Ramalho:
— Meus quatro filhos homens passaram a me respeitar bem mais — brincou.
Banda e cantor se reuniram na tarde de quinta-feira para contar o que estão pensando para o show. O encontro é na verdade um reencontro — a primeira vez foi na trilha de “Lisbela e o prisioneiro”, numa versão turbinada de “A dança das borboletas” (parceria de Zé com Alceu Valença). Mas agora eles tocarão juntos ao vivo pela primeira vez. No repertório, estão previstas canções como “Jardim das acácias” e “Admirável gado novo”, além de “A dança das borboletas”. Zé cantará pelo menos uma do Sepultura “Ratamahatta”.
— Em “Lisbela” foi uma sugestão de André Moraes (produtor responsável pela trilha) — lembra Andreas Kisser. — Foi inusitado, não conseguíamos ver como seria. Mas quando nos juntamos foi ótimo.
O guitarrista do Sepultura identificou pontos de proximidade entre eles:
— A atitude, o coração. Porque quando se é honesto, não tem estilo, não tem divisão. E a raiz do rock, que é muito livre. O rock vai em tudo quanto é lugar. A raiz do Zé é muito rock.
Zé Ramalho concordou, lembrando que foi arrastado para a música depois de ouvir Beatles pelo rádio:
— Luiz Gonzaga, Dominguinhos, vim a descobrir essa música depois. Antes, ouvi Beatles num rádio e deu uma coisa dentro de mim, uma vontade de tocar um instrumento. Só anos depois descobri o Nordeste naturalmente e consegui juntar com o rock naturalmente. Todo meu trabalho tem embutido algo de rock — avaliou. — Fico entusiasmado por participar, com mais de 60 anos, de um festival como o Rock in Rio, ao lado de uma banda poderosa. Com o Sepultura, em “A dança das borboletas”, me senti crescendo em meio a tanto poder, a tanta vibração. Derrick fez uma tradução pro inglês da música na hora de gravar, e quando eles tocaram era o mundo se acabando!
Andreas fez piada:
— Virou “A dança dos morcegos”.
A possibilidade de críticas vindas dos fãs do Sepultura não preocupa Andreas:
— Crítica a gente recebe de qualquer forma. Mas o Sepultura sempre educou seus fãs a esperar o inesperado, fizemos vários discos diferentes — disse o músico, apontando a discriminação sofrida pelo heavy metal. — O público do heavy metal não é tão respeitado, é ignorado num “Criança esperança”, por exemplo. Ele vota, tem estudo. Não é, como muitos pensam, barulho e arruaça.
Zé Ramalho engrossou o coro:
— Certamente a Globo ia arrecadar mais se botasse o Sepultura e outras bandas de heavy metal tocando.
Após informar que não terá nenhum músico de sua banda no palco, o paraibano resumiu o espírito do encontro:
— Seremos só eu e Sepultura. E eu estou bem enterrado com eles.

Sepultura vai 'explorar voz grave' de Zé Ramalho em show no Rock in Rio

Apresentação inusitada encerra programação do Palco Sunset no festival. 'Dança das Borboletas', 'Ratamahatta' e 'Jardim das Acácias' estão no set


Além de poder ver o repeteco do dueto do Sepultura com o Tambores du Bronx, sucesso na edição de 2011 do Rock in Rio, os fãs da banda de heavy metal terão dose dupla na edição 2013 do festival. Já se sabe que essa parceria deu certo. Mas o que dizer do dueto inusitado de Sepultura e Zé Ramalho? Provavelmente vai funcionar. A banda de metal e o cantor paraibano já se juntaram para gravar “Dança das Borboletas” – composição de Zé Ramalho e Alceu Valença – para o filme “Lisbela e o Prisioneiro” e em vídeo para a TV Globo, esta será a primeira performance ao vivo. Faltando um mês para o show que encerra a programação do Palco Sunset no Rock in Rio, os artistas adiantaram um pouco do repertório em uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (22) na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio.

O repertório inclui, além de “Dança das Borboletas”, “Jardim das Acácias” e “Admirável Gado Novo” de Zé Ramalho, que ganharão novos arranjos. “A gente está explorando e quer fazer uma coisa nova com a voz grave do Zé Ramalho”, disse o guitarrista Andreas Kisser, acrescentando que a insólita junção se dá pela atitude de ambas as partes. "Tecnicamente cada um tem suas diferenças, mas quando você se expressa honestamente através da arte não existe estilo. A gente se conectou por isso e temos o privilégio de fazer a música do Zé Ramalho de maneira diferente”, concluiu.

O cantor, que aceitou o desafio de usar sua voz potente em "Ratamahatta" do Sepultura, disse estar entusiasmado por participar “de um festival do porte do Rock in Rio aos 60 anos e ao lado de uma banda poderosa como o Sepultura, que já tocou nos quatro cantos do mundo inteiro”. Zé, presente na edição do Rock in Rio em 2001, contou ainda que a participação lhe rendeu prestígio em casa. “Agora meus quatro filhos homens passaram a me respeitar muito depois que souberam que eu ia tocar com o Sepultura. Agora eles me olham diferente”, acrescentando que embora a tarefa pareça simples e fácil, a apresentação é uma grande responsabilidade e que é preciso oferecer o máximo para a plateia do Rock in Rio.

Zé Ramalho deixou claro que, mesmo que o seu som seja conhecido pela característica regional, foi arrastado para a música por causa do rock. “Eu era jovem e ouvi no rádio uma música dos Beatles e aquilo me deu uma agonia, uma vontade de tocar um instrumento. Depois é que consegui juntar a música trazida da minha região com essa eletrificada. Raul Seixas já falava que Gonzagão e Elvis Presley eram próximos”, disse. A paixão pela guitarra fez com que convidasse Sérgio Dias Baptista e Pepeu Gomes para gravar “Dança das Borboletas” em ocasiões diferentes. Após a coletiva, ele brincou com Derrick Green que no dia do show seus filhos vão “tietar” o vocalista do Sepultura.

Quanto a possíveis críticas do público de heavy metal à junção com o cantor paraibano, Kisser não se preocupa. “Nosso fã está sempre esperando o inesperado da banda. Cada um tem um gosto, uma liberdade de expressão e a gente respeita isso. A gente aprende a conviver com as críticas e cresce através delas”.

Diretor artístico do Palco Sunset, o músico Zé Ricardo falou do desafio de superar o sucesso da apresentação do Sepultura com Tambores du Bronx e que acredita que a junção do heavy metal com Zé Ramalho seja uma boa aposta. "A gente vem da participação do Sepultura em 2011 no Sunset grandiosa, que arrebatou o Rock in Rio. Fiquei na expectativa do que teria nesta edição para ter esse arrebatamento. Quando falamos no nome do Zé eu fiquei aliviado. De cara identifica essa junção pela atitude dos dois. O público do Sepultura é exigente, que conhece música, que estuda, que sabe quem é o baterista, o guitarrista, a ‘batera’ que ele usou para gravar a música tal”.
 
Fonte: G1