sexta-feira, 28 de novembro de 2014

PROJETO PIXINGUINHA, 1979

Zé Ramalho, João do Vale e Telma


O paraibano Zé Ramalho gravou seu primeiro disco em 1974: um LP duplo conceitual e de inspiração lisérgica, ao lado de Lula Cortes. Diante da repercussão zero obtida por esse trabalho, migrou para o Rio de Janeiro, onde passou a integrar a banda do pernambucanoAlceu Valença. Seu desempenho como músico e, principalmente, suas intervenções vocais durante os shows de Alceu foram chamando a atenção do público e da crítica até que em 1978 lançou o LP solo Zé Ramalho, obtendo grande sucesso através das canções Avôhai, Vila do Sossego e Chão de Giz. Em 1979 estava lançando o LP A Peleja do Diabo com o Dono do Céu,conhecendo talvez seu maior sucesso como compositor, com a canção Admirável Gado Novo. 

O nome de João do Vale faz parte da mitologia da MPB dos anos 60. Ao lado de Nara Leão e Zé Kéti, o cantor e compositor maranhense protagonizouo histórico espetáculo musical Opinião, que teve como principal sucesso uma música de sua autoria: a canção Carcará, que numa segunda fase do espetáculo foi a alavanca de Maria Bethânia para a projeção nacional. 

Outro nome do Nordeste a participar do espetáculo era a cantora alagoanaTelma, que, ligada ao samba e à bossa- nova durante a década de 60 (quandogravou um LP em homenagem a Nelson Cavaquinho, em 1964), voltava ao Brasil naquele ano de 1979, após um tempo morando na Europa.

sábado, 22 de novembro de 2014

COMPACTO "NORDESTE JÁ" 1985

Em 1985, por iniciativa do Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, foi gravado o compacto simples Nordeste Já, que contou com a participação de mais de 100 músicos, muitos dos quais grandes nomes da nossa música popular, numa ação clara da categoria musical em favor do povo nordestino, castigado pela seca.

Chega de Mágoa (composição coletiva) e Seca DÁgua (Patativa do Assaré) são as faixas que compõem este disco (gravado entre os dias 09 e 16 de maio, no Multi Stúdio, na Barra), cujos participantes cederam ao Sindicato os direitos autorais e conexos da obra.

O disco era dado como brinde a todos aqueles que depositassem dez mil cruzeiros, em qualquer uma das agências da Caixa Econômica Federal na conta corrente 900.000-6 e foi destinado ao Projeto Verde Teto, atendendo a municípios como Janduis (RN), Igarassu e Catende (PE) e Oeiras (PI), onde a verba arrecadada serviu para a construção de centros comunitários, nas áreas doadas pelas prefeituras.

Compacto - destaque para a numeração impressa no rótulo

Foram produzidas 500.000 cópias numeradas, numa demonstração clara de que isto era possível, apesar das alegações das gravadoras. No entanto, somente 17 anos após a realização deste projeto que a numeração dos cds, a nova mídia utilizada para as gravações musicais, se tornou uma realidade no Brasil. 
Assinado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 19 de dezembro de 2002, o decreto que regulamenta o artigo 113 da lei de direito autoral (9.610/98) foi criado a partir de diversas reuniões de representantes do governo com uma comissão formada pelo Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, os músicos Frejat, Ivan Lins, Lobão e Beth Carvalho, além do advogado consultor da Casa Civil, Dr. Nehemias Gueiros, e o empresário artístico Steve Altit.

Zé Ramalho, Tim Maia e Geraldo Azevedo durante as gravações

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Depois dos 40, Zé Ramalho e Fagner lançam disco juntos

Raimundo Fagner e Zé Ramalho: parceiros de longa data, os músicos lançam trabalho ao vivo, gravado em três noites no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro, em julho deste ano. No repertório, grandes sucessos de um de outro, em formato de dueto

"Parceiros desde os anos 1970, só agora - com mais de quatro décadas de carreira - artistas registram parceria"


Dois pilares da música brasileira, cada qual com aproximadamente 40 anos de carreira, não é de hoje que as trajetórias Fagner e Zé Ramalho se cruzam. Quando o paraibano Zé lançou o seu primeiro disco solo, "Zé Ramalho", em 1978, foi Fagner - que já era sucesso e tinha cartaz junto à gravadora CBS - que lhe abriu as portas, lançando o disco pelo selo Epic/CBS, o qual dirigia. Parceiros em gravações esporádicas, amigos, compadres - Fagner é padrinho de filhos de Zé - e vizinhos de apartamento, ao longo dessas quatro décadas, faltava, porém, um disco juntos.
Gravado ao vivo, os dois lançam "Fagner & Zé Ramalho", com duetos dos grandes sucessos de um e de outro. O disco sai em CD e DVD, com registros feitos em três noites no Theatro Net Rio, no Rio de Janeiro, em julho desse ano. "Há quase três anos estávamos tentando arranjar uma data para gravar. Ele viaja muito, eu também, e o projeto foi se delineando até a gente realizar esse ano", situa Raimundo Fagner, lembrando que a ideia partiu de Zé Ramalho, em um dos encontros corriqueiros no prédio em que moram. "A gente é vizinho. Ele falou, tá na hora de fazer. Acho que foi um pouco inspirado no meu disco com Baleiro", sugere, mencionando o álbum "Raimundo Fagner & Zeca Baleiro" (2003), que também rendeu um DVD ao vivo.
O show teve direção musical Robertinho do Recife, músico parceiro antigo de ambos e que fez parte do momento de efervescência nos anos 1970, em que a música que vinha do Nordeste ganhava novos contornos com nomes como ele, Fagner, Zé, e ainda Geraldo Azevedo, Alceu Valença e a cantora Amelinha, que na época foi casada com Zé e explodiu nacionalmente com "Frevo Mulher", música que ele lhe dedicou. "Eu que lancei a Amelinha. Sou padrinho dos filhos deles, sempre tivemos proximidade", reforça Fagner, sobre o convívio de décadas com o "novo" parceiro.
Dueto
A afinidade do repertório dos dois já havia sido posta à prova em gravações e participações pontuais nos discos de um e de outro. O dueto já havia sido experimentado, por exemplo, em 1998, no disco "Amigos e Canções", de Fagner, que divide com Zé "Astro Vagabundo (de Fagner e Fausto Nilo). "Eternas Ondas", composição de Zé Ramalho, virou sucesso na voz de Fagner, que assinou sua primeira gravação. Fagner também já havia gravado "Pelo vinho e pelo pão", de Zé, em 1978.
O repertório do novo disco inclui sucessos dos dois compositores "Asa Partida", "Mucuripe", "Noturno" e "Pedras que cantam", de Fagner; e, do lado de Zé Ramalho, "Chão de Giz", "Garoto de Aluguel" e "Admirável Gado Novo". Com 16 faixas, o disco abre com Fagner e Zé a sós no palco. Além de cantar, durante todo o show, eles aparecem em dueto também de violões.
"O espírito do disco é algo mais intimista", justifica Fagner. A banda de apoio é composta também por músicos que tinham, já, afinidade com os dois intérpretes, e apresentam arranjos sutis, privilegiando voz e violões. Além de Robertinho, participaram músicos como o violonista Manassés, que acompanha Fagner já há muitos anos, o tecladista Marcos Farias, que também é da atual banda do cearense, o percussionista Mingo Araújo, que já acompanhou os dois artistas.
Turnê
Sobre o resultado da parceira, avalia o compositor cearense, ambos ficaram satisfeitos com o resultado. "O Zé tem uma assinatura muito dele. Trabalho muito pessoa, fortemente ligado as raízes nordestina. Tem originalidade, que é o que mais me fascina. Tem um estilo diferente do meu, mas a gente vem em caminhos um pouco paralelos. A química dava a impressão de que poderia funcionar. E a gente acha que conseguiu", avalia.
A circulação do espetáculo ainda não está confirmada, mas Fagner antecipa que esta possibilidade já está sendo ventilada. "Recebemos muitos convites para sairmos para rua. No caso de próximos shows, vamos modificar o formato, agregar outros músicos e até gravar um segundo DVD", revela o músico.
CD/DVD
Fagner & Zé Ramalho ao vivo
Raimundo Fagner e Zé Ramalho
Sony Music2014, 16 faixas
R$ 19,90 / R$ 29,90
Fábio Marques
Repórter

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Prefeitura divulga programação oficial do 'Natal em Natal'

O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, lançou na manhã desta quarta-feira (5) a programação oficial da edição 2014 do Natal em Natal. Fagner, Zé Ramalho, Paralamas do Sucesso, Zeca Baleiro e Monobloco são algumas das atrações confirmadas. A população terá opções para todos os gostos ao longo dos mais de quatro meses de duração do evento que começou em outubro com a 16ª edição do salão de Artes Visuais e vai até o dia 6 de janeiro com a celebração da festa de Santos Reis. Nesse meio tempo a cidade vai receber eventos nas mais diversas manifestações culturais como dança música, teatro, cinema, literatura, audiovisual, artes plásticas, fotografia e gastronomia. Confira AQUI a programação completa.

Das principais atrações musicais, a primeira a se apresentar é o Monobloco, no dia 12 de dezembro, na Arena das Dunas. No dia seguinte o cantor Zeca Baleiro faz show no mesmo local. Em 14 de dezembro, Zé Ramalho se apresenta no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal. A apresentação do Paralamas do Sucesso acontece no dia 19 de dezembro na Arena das Dunas. No dia seguinte é a vez do cantor Fagner se apresentar no Ginásio Nélio Dias.

O prefeito também destacou a realização do Festival Literário de Natal (Flin), que será realizado de 6 a 8 de novembro. De acordo com Alves, o evento se constitui em um importante fórum para o debate sobre a produção literária brasileira e conta com a participação de mais de 53 escritores locais e nacionais dentre eles Eucanaã Ferraz, Alberto Cícero, Adriana Calcanhoto, Jorge Mautner, Mario Magalhães e Arnaldo Antunes.

O secretário municipal de Cultura, Dácio Galvão, também falou sobre o Natal em Natal e agradeceu a confiança e o apoio que a gestão do prefeito Carlos Eduardo tem pelo segmento cultural. O principal ponto destacado por ele foi à valorização do artista e da produção local imprimida nessa administração. “Estamos promovendo uma política cultural de vanguarda, consistente e que da voz e vez aos entes principais desse processo que são os artistas. O prefeito acerta mais uma vez ao robustecer o Natal em Natal 2014 que será um sucesso”, afirmou.

sábado, 1 de novembro de 2014

ZÉ RAMALHO EM RIO DAS CONTAS - BA


PRÉ-VENDA DO NOVO CD DE FAGNER EM PARCERIA COM ZÉ RAMALHO

O NOVO CD DE FAGNER E ZÉ RAMALHO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL EM ALGUMAS LOJA QUE OFERECEM A PRÉ-VENDA DO PRODUTO QUE ESTÁ PREVISTO PRA CHEGAR ÀS LOJAS NO FINAL DO MES DE NOVEMBRO.

CONFIRAM MAIS DETALHES:

Fagner e Zé Ramalho se reúnem em um CD ao vivo que traz 16 faixas, incluindo sucessos dos dois artistas (“chão de giz”, “revelação” e “mucuripe”) e uma faixa inédita “canção da floresta”, música do pernambucano Sebastião Dias. Parte da apresentação é acústica, guiada pelos violões de ambos, e parte com banda. O riquíssimo projeto foi gravado no Theatro Net Rio, onde ambos despontaram para o sucesso no início da carreira. Direto de Orós, sertão do Ceará, Fagner explodiu na década de 70 firmando-se como um cantor romântico cuja marca mais forte era o sotaque nordestino. Carregando um jeito de falar parecido, mas cantando como só ele faz, Zé Ramalho também nasceu no sertão, só que no da Paraíba. De Brejo do Cruz para João Pessoa, e depois para o Rio, Zé estourou com Avôhai. O encontro dessas 2 lendas da MPB promete surpreender o público.

Faixas:
1 - Dois Querer
2 - Asa Partida
3 - Pelo Vinho e Pelo Pão
4 – Mucuripe
5 - Noturno (Coração Valente )
6 - Chão de Giz
7 - Romance no Deserto
8 - A Terceira Lâmina
9 - Canção da Floresta - Inédita
10 - Jura Secreta / Revelação
11- Fanatismo
12 - Garoto de Aluguel
13 - Eternas Ondas
14 - Kamikaze
15 - Pedras Que Cantam
16 - Admirável Gado Novo

domingo, 22 de junho de 2014

Zé Ramalho faz um dos maiores shows da Estação das Artes

Por Ceiça Guilherme - Secom , 22 de junho de 2014 às 08h43min

Estando entre os principais nomes da Música Popular Brasileira, o cantor e compositor Zé Ramalho, é responsável por uma das noites de maior público do Mossoró Cidade Junina. Participando pela primeira vez do Mossoró Cidade Junina, o paraibano, acompanhado da sua banda “Z”, reuniu fãs de várias gerações e cantou todas as musicas que o público esperava ouvir.
O show estava entre os mais esperados da programação. Junto com Zé Ramalho os fãs cantaram e curtiram os clássicos como "Admirável Gado Novo", “Chão de Giz”, "Avohai", "Vila do Sossego", "Táxi Lunar", "Frevo de Mulher", "Admirável Gado Novo", entre outros sucessos já consagrados pelo público.

Antecedendo a apresentação nacional, passaram pelo palco da Estação das Artes Elizeu Ventania, na programação deste sábado, Genê de Paula e Zé Lima. Após o show de Zé Ramalho se apresentaram as Bandas Grafith e Pegada de Luxo. 

Sucesso reconhecido - O Mossoró Cidade Junina é mostrado em rede nacional entre os maiores eventos juninos do país. O São João do Nordeste, programa da Rede Globo, foi ao ar neste sábado, 21, e levou o nome do Cidade Junina, mostrando a grandiosidade do evento por meio de várias “entradas” ao vivo. 

A jornalista Camila Torres conduziu a participação de Mossoró no programa, destacando os Shows da Estação das Artes. Os links a vivo mostraram vários momentos da apresentação do cantor Zé Ramalho, que contagiava o público com sues reconhecidos sucessos.

Fotos:




quarta-feira, 2 de abril de 2014

ENSAIO PRA CAPA DO DISCO AVÔHAI


Foto do ensaio para a capa do disco "Avôhai" 1977. Olha aí o Zé fazendo caldo de cana! Lembra dessa Zé?
Foto: Mário Luiz Thompson

quarta-feira, 19 de março de 2014

Zé Ramalho se apresenta neste sábado (22) no palco do Guairão

Neste sábado (22), um dos grandes nomes da músicabrasileira, o trovador Zé Ramalho, retorna a Curitiba no palco do Teatro Guaíra (Rua Quinze de Novembro, 971, Centro), às 21 horas, com o show “Zé Ramalho - Tour 2014”. Ele que segue firme pelos palcos há mais de 30 anos continua fazendo a alegria de milhões de brasileiros, com seus grandes sucessos que já venderam milhões de discos, e o mantêm respeitado pela crítica especializada. Com produção local, o show promovido pela Multi Eventos Promoções, está com os ingressos à venda pelo Disk Ingressos.

Na “Tour 2014”, o cantor paraibano faz um passeio pelos clássicos “Avohai, Frevo Mulher, Admirável Gado Novo, Chão de Giz, Beira-Mar, Eternas Ondas, Garoto de Aluguel, Vila do Sossego e Banquete de Signos”. Estas são apenas algumas das inúmeras pérolas que Zé Ramalho lançou e riscam o Brasil de Norte a Sul, derrubando fronteiras e provando que a grande música é universal. Todas estão presentes no novo show, que traz ainda releituras de Raul Seixas (Trêm das Sete e Medo da Chuva) e o grande sucesso Sinônimo.

A CARREIRA
Desde o lançamento do primeiro álbum solo, o artista paraibano emplacou de cara o hino “Avohai”. Zé traçou uma ponte que unia Pink Floyd e Beatles a Jackson do Pandeiro, Luiz Gonzaga, entre tantos outros. Cidade grande e sertão, psicodelismo e regionalismo, o Nordeste inserido no mundo, o universo conectado ao Nordeste. Um trovador urbano comparado por muitos aos ícones da música mundial.

Zé Ramalho ultrapassou a barreira de um milhão de discos vendidos, com o êxito fenomenal de “Entre a Serpente e a Estrela”, que fez parte da trilha sonora de uma novela da Rede Globo. Sua história com a dramaturgia televisiva sempre rendeu grandes frutos, incluindo o fenômeno de retornar às paradas de sucesso com uma mesma música, “Admirável Gado Novo”, incluída na trilha de O REI DO GADO, conectando o artista à juventude brasileira e fazendo o CD da novela vender nada menos do que três milhões de cópias, um recorde que permanece inalcançável.

Ao lado dos amigos Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Alceu Valença, Zé protagonizou em 1996, um dos projetos mais bem sucedidos da música brasileira, O GRANDE ENCONTRO, que levou multidões aos shows em todo o país e gerou o lançamento de um disco ao vivo, vendendo mais de 500.000 cópias. A continuação do projeto, rendeu outras duas “turnês” vitoriosas, um CD de estúdio e outro gravado ao vivo, que alcançaram a marca de 480.000 unidades, recebendo o disco de ouro e o de platina e, Zé realizou ainda uma apresentação histórica no ROCK IN RIO 3, assistida por mais de 50 mil pessoas em 2001, junto com Elba Ramalho.

O álbum 20 ANOS – ANTOLOGIA ACÚSTICA é seu maior êxito comercial até hoje, com aproximadamente dois milhões de cópias vendidas e vencedor do Prêmio Sharp como melhor projeto gráfico. Este disco deu início a uma trilogia que seguiu com NAÇÃO NORDESTINA, um mapeamento da história musical e política da sua região natal, indicado ao Grammy Latino de melhor álbum regional e, ESTAÇÃO BRASIL, um passeio pelo cancioneiro nacional. Zé Ramalho ainda homenageou Raul Seixas, gravou seu primeiro cd ao vivo, lançou o inédito O GOSTO DA CRIAÇÃO e ainda convidou amigos para participar do CD e DVD PARCERIA DOS VIAJANTES.

De 2008 a 2012, retorna com a série ZÉ RAMALHO CANTA: BOB DYLAN; LUIZ GONZAGA; JACSON DO PANDEIRO E BEATLES. Também em 2012 lança “SINAIS’’ CD de inéditas lançado pelo selo AVOHAI.

Em 2013 Consagração no ROCK IN RIO 5 junto com a banda Sepultura (ZÉPULTURA). 

Seja qual for a jornada, o público sabe que quem a conduz é um dos artistas com a personalidade mais marcante da música popular brasileira. Com sua voz inconfundível e sua poesia apocalíptica, Zé Ramalho escreveu, escreve e continuará escrevendo seu nome na história musical brasileira, seguindo feito um viajante pelas estradas do país, arrastando multidões por onde quer que passe. Há mais de 30 anos, o brasileiro sabe que assistir Zé Ramalho ao vivo é uma experiência única em uma espécie de pacto de fidelidade que se renova ano a ano.

ZÉ RAMALHO & BANDA Z
CHICO GUEDES - Contra-Baixo
ZÉ GOMES - Percussão
DODÔDE MORAES - Teclados
EDU CONSTANT - Bateria
TOTI CAVALCANTI - Sopros

SERVIÇO: 

ZÉ RAMALHO – TOUR 2014
Data: 22 de março de 2014 - sábado
Horário: abertura da casa (20 horas) e início do show (21 horas)
Local: Teatro Guaíra (Rua Quinze de Novembro, 971, Centro) – Curitiba/PR
Classificação Etária – Livre
Duração do Espetáculo: 90 minutos

Ingressos valores variam de R$ 96,00 (meia-entrada) a R$ 286,00 (inteira), de acordo com o setor.

Plateia – R$ 146,00 (meia-entrada) e R$ 286,00 (inteira).
1º Balcão – R$ 116,00 (meia-entrada) e R$ 226,00 (inteira)
2º Balcão – R$ 96,00 (meia-entrada) e R$ 186,00 a inteira.

**A meia-entrada é para estudantes, maiores de 60 anos, professores, doadores de sangue e portadores de necessidades especiais (PNE). Desconto de 50% no valor da inteira para associados do Cartão Teatro Guaíra, do Clube do Assinante Gazeta do Povo, Cartão Fidelidade Disk Ingressos e na apresentação de bônus flyer promocional. Promoções não cumulativas com descontos previstos por Lei. ****Já está incluso R$6,00 de acréscimo por bilhete referente à taxa de administração Disk Ingressos. É obrigatória a apresentação de documento previsto em lei que comprove a condição do beneficiário na compra do ingresso e na entrada do teatro.

Forma de Pagamento
Não serão aceitos cheques, apenas dinheiro e cartões de débito e crédito Visa, Mastercard, Dinners e RedeShop.

Pontos de Venda: Disk Ingressos (Loja Palladium - de segunda a sexta, das 11hs às 23hs, aos sábados, das 10 às 22 horas, e aos domingos, das 14 às 20hs, - e quiosques instalados nos shoppings Mueller e Estação - de segunda a sábado, das 10hs às 22hs, e aos domingos, das 14hs às 20hs), Call-center Disk Ingressos (41) 33150808 (de segunda a sexta, das 9h às 22hs, e aos domingos, das 9 às 18hs), na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 12 às 21 horas) e também pelo site (www.ingressos.tguaira.pr.gov.br/bilheteria/vendainternet).

Informações p/ o público: 41 3315-0808 ou 41 3304-7982 / www.diskingressos.com.br
Realização: Multi Eventos Promoções






terça-feira, 4 de março de 2014

Entrevista para o jornal: O ESTADÃO em 03/03/2014 "A volta do que não foi"

"Zé Ramalho fala de carreira, política, biografias e Copa na primeira entrevista após boato de sua morte"


Zé Ramalho foi um dos últimos a saber de sua própria morte. No ano passado, dias depois de ele ter sido submetido a um cateterismo, espalhou-se na internet o boato de que ele tinha morrido. Na ocasião, o cantor e compositor paraibano, que estava prestes a se apresentar em Salvador, usou seu perfil em redes sociais para desmentir as fofocas. Hoje, ele diz não guardar mágoas do episódio e cita Zé Limeira, o poeta do absurdo, para ironizar o ocorrido: "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro".

Em 2014, quando Zé Ramalho completa 65 anos, sendo 40 de carreira, o plano imediato é de seguir com a turnê de seu disco mais recente, Sinais dos Tempos (2012). Mas também há outros projetos, como o de um show com Fagner e o de um disco dedicado à obra de Marinês e sua Gente, "artista contemporânea de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro mais importante da música nordestina".

Na primeira entrevista após sua "morte", Zé Ramalho fala dos 40 anos da gravação de um de seus discos mais cultuados, Paêbirú, e de projetos futuros, elogia músicos da geração atual, como o violonista Yamandu Costa, e critica o governo Dilma e as manifestações contra a Copa do Mundo no Brasil. Para ele, a seleção de Felipão, "apesar de boa, não será campeã".

Você vinha numa toada de interpretar e de fazer versões para canções de grandes nomes da música. Lançou os discos cantando Bob Dylan, Jackson do Pandeiro e Beatles, depois veio Sinais dos Tempos. O que te motivou a lançar um disco de inéditas?

Zé Ramalho - A pressão e cobrança dos fãs por um disco de inéditas era grande. A desconfiança e dúvida idem, vindas através de e-mails, recados no meu site e redes sociais em geral. Além disso, eu mesmo achava que depois dessa "toada" realmente merecia me dedicar a um projeto de inéditas. E foi o que me moveu, pois reuni todas as ideias que estavam anotadas, pedaços de canções inacabadas e letras que estavam rabiscadas em vários papéis.

Quais os planos para 2014?

Zé Ramalho - Há uma possibilidade, que não é certa, de realizar um projeto com Raimundo Fagner. A Sony Music tem nos procurado para a gravação de um show intimista, ao vivo. Isso ainda está em andamento. Quanto a composições inéditas, não seria esse o caso. Esse show seria de sucessos individuais de cada um dos artistas, cantados pelos dois ao mesmo tempo. Vamos ver no que vai dar…

Há algum músico consagrado com quem você gostaria de trabalhar? Em relação a novos músicos, há alguém no cenário brasileiro que chama sua atenção?

Zé Ramalho - Um cantor ou compositor consagrado, não tenho. O Fagner já preencheria essa resposta. Quanto aos novos músicos, há uma renovação permanente. O Yamandu Costa, por exemplo, é um fenômeno de habilidade. Não é comum aparecerem músicos dessa qualidade. Perdemosum dos maiores sanfoneiros que já existiu, Dominguinhos, que fazia parte dessa seleta dimensão musical. Armandinho é outro fenômeno. Mais dois dos maiores músicos do nosso país e talvez do mundo, com quem tive o privilégio de conviver e a felicidade de tê-los tocando para mim, foram Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti.

Como você vê a música brasileira hoje?

Zé Ramalho - A minha geração, que surgiu no final dos anos 70, e a que me antecedeu são de altíssima qualidade, há um padrão das arquiteturas musicais, em todos os estilos, principalmente no que se chamou MPB. Não vejo uma sequência de geração com a mesma qualidade. Os próprios mercados sertanejo, de pagode e de música baiana transformaram-se em desesperados autores à procura de um espaço para tocar suas músicas malfeitas e com letras chinfrins. Estou falando isso porque você me perguntou, não ando dizendo essas coisas de graça.

Qual avaliação faz de Sinais dos Tempos?

Zé Ramalho - Ele me deu um retorno muito grande de alegria dos fãs por perceberem que a minha veia criativa continuava jorrando. A tal crítica especializada "babou" ante as minhas novas composições! E a função dele, como disco, foi cumprida. Isto é, a extensão do meu trabalho como autor, compositor e cantor está ali. Eu não trabalho obrigado por ninguém, nem por nada! É pura satisfação e destino.

Em 2014, você completa 65 anos e 40 anos de carreira. Há algum projeto comemorativo?

Zé Ramalho - Em 1974 realizei o disco Paêbirú; em 1975, toquei com Alceu Valença na sua banda e o ajudei a galgar o seu início de carreira; e, em 1977, estreei o meu disco Avôhai, que considero a data mais pessoal para falar de carreira individual. Até lá, até 2017, pretendo realizar um show celebrativo, com os sucessos e todas as fases da minha carreira.

Sobre Paêbirú: há algoplanejado? Qual a avaliação que você faz hoje do disco? Qual a importância dele na sua vida?

Zé Ramalho - Sobre este disco, não falo quase nada. É complicado, para mim, falar hoje em dia deste disco. E é claro que eu não farei nenhum disco, nenhum show comemorando os 40 anos de Paêbirú. Até porque, o outro artista (Lula Côrtes, 1949-2011) já faleceu e não gosto de falar nesse assunto mesmo não. Pena é que há 40 anos, quando ele surgiu, a tal "crítica" não falou nada! Ninguém disse nada, nem sequer tocou em nenhuma rádio, mostrando assim a incompetência e falta de sensibilidade de todos que se achavam críticos musicais no nosso país.

Em junho, você criticou de maneira dura boatos veiculados na internet e na imprensa sobre seu estado de saúde. Chegaram a dizer que você tinha morrido. Ainda guarda mágoas daquele episódio? E o que de fato aconteceu? Como está sua saúde hoje?

Zé Ramalho - Eu não guardo mágoa. Isso é um fenômeno dos tempos em que vivemos. Ridículo é a pessoa ler uma notícia desse tipo e não checar com a fonte verídica! Ora, quando deram esta notícia de que eu tinha morrido, eu estava fazendo show em Salvador. Estava em uma turnê pelo estado da Bahia e vi a aflição dos empresários de locais onde eu iria me apresentar para desmentir e confirmar a minha presença. Cito aqui o grande poeta do absurdo, Zé Limeira, que disse: "Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro". Hoje estou completamente recuperado, gozando de saúde plena, fazendo minha turnê e planejando todos esses eventos dos quais falamos.

Você teme a morte?

Zé Ramalho - Não sei. Não sei se sentir medo da morte é estar na frente de um assaltante com uma arma apontada, ou estar dentro de um edifício em chamas. É um conceito humano, o medo. Agora, esperar essa passagem final com consciência é uma outra história. E não seria medo, seria mais a saudade e a tristeza de deixar entes queridos. Essas coisas nos fazem querer ficar vivos. E o prêmio maior é morrer durante o sono, como Carlitos, que morreu dormindo, Carlos Drummond de Andrade e outros que mereceram fazer a passagem sem saber que a estavam fazendo.

O que você costuma fazer quando não está compondo, gravando ou fazendo shows?

Zé Ramalho - Medito, escuto música eletrônica e vejo alguns filmes com minha mulher, depois das 23h. Meu hobby é estar com a família, ver os filhos crescerem e avançarem na sociedade e ter prazer e alegria em contemplar essas simples coisas.

Em 2013, houve debate em relação à autorização prévia de biografados. De um lado, os editores e autores de livros; do outro, alguns artistas, representados pela organização Procure Saber. Alguém desse grupo te procurou? O Procure Saber te representa?

Zé Ramalho - Nunca! Nunca procurei saber de nada. É arrogante e equivocado esse posicionamento. Nenhuma reivindicação será unânime! Os artistas têm cabeças diferentes. Alguns podem pensar parecido, mas ninguém jamais verá unanimidade nestas questões. Hoje em dia, pode-se quase tudo. Em tempos de internet, onde o anonimato é uma arma para se criticar, derrubar, execrar, não se pode cobrar dos artistas, como a imprensa fez, essas posições. Eu corri por fora dessas questões, porque eu já sabia, antes de procurar! Em 2013, Henri Kolliver, escritor e psicólogo francês, escreveu um livro sobre mim, mistura de biografia e entrevistas, Zé Ramalho – O Poeta dos Abismos (Editora Madras). Ele teve minha autorização. Mas tenho também livros que escreveram sobre mim sem a minha autorização. Fazer o quê? Difícil é se comprar livro, hoje em dia. Difícil é ter alguém pra ser biografado e alguém se interessar por aquela vida.

Você é a favor da autorização prévia para biografias?

Quem quiser escrever sobre mim, pode me pedir autorização ou não. Agora, quem vai ler ou comprar é o que importa. Imagine uma pessoa comprar um livro biográfico cheio de mentiras e fatos que nunca ocorreram! Se é isso que vai fazer sucesso e virar best-seller, estarão comprando um pacote de mentiras, ou seja, estarão sendo enganados.

Em 2013, houve ainda debate sobre o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição). Artistas foram a Brasília reivindicar que o órgão fosse fiscalizado. Você foi convidado? O Ecad deve ser fiscalizado? Você recebe corretamente por suas músicas?

Zé Ramalho - É um assunto complexo, com que também nunca me envolvi, apesar de ter sido convidado para ir à Brasília. Mas, fazer o quê lá? Chegar de terno e gravata e fazer fotos com os deputados? Há muito dinheiro em jogo, o Ecad existe há quase 40 anos, por que só agora estão querendo fiscalizar? Eu é que não vou me desgastar, tentando indagar e fazer justiça financeira para tanta cobiça. Recebo, através da minha arrecadadora, meus direitos autorais e, se não são o que deveriam ser, também não vou sair reclamando do que não conheço bem. Até porque, que órgão fiscalizador revelaria o verdadeiro valor bruto mensal de que o Ecad dispõe? É complicado.

As manifestações populares também geraram debates em 2013. E têm voltado em 2014, em grande parte contra a Copa do Mundo. Como avalia esse cenário?

Zé Ramalho - Esses protestos têm um quê de razão. Mas tornam-se panfletários, agressivos. Protestar contra a realização da Copa do Mundo é uma idiotice. Porque todos os que estão protestando estarão no estádio assistindo. É uma mesquinhez, um pensamento mesquinho, escolher este motivo para protestar contra gastos do governo.

Como avalia o governo da presidente Dilma?

Zé Ramalho - É um governo chato, voltado para o social-comunismo do século 21. Comunismo é um estado social chato, querem que tudo seja dividido igualmente e o governo é demagogo quando questionado sobre segurança pública, emprego e a lástima que é a saúde pública. Acho uma m... andar de avião com todas as cadeiras chapadas, não há mais primeira classe, executiva, é pra tudo ser igual. Fazer uma viagem comendo um kit Bauducco, enquanto a presidenta, o ministério e demais poderes andam nos seus jatinhos, pagos com o dinheiro dos contribuintes.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Zé Ramalho mostra novo show no palco do Guairão

Em março, o cantor apresenta pela primeira vez em Curitiba o seu novo show, que faz um passeio pelos grandes hits da carreira. Os ingressos já estão à venda pelo Disk Ingressos e na bilheteria.

O trovador Zé Ramalho, que segue firme pelos palcos há mais de 30 anos fazendo a alegria de milhões de brasileiros, será atração do mês de maio do Teatro Guaíra. Ele apresenta no dia 22 de março, sábado, às 21 horas, o show “Zé Ramalho - Tour 2014”, onde revisita alguns de seus maiores êxitos que venderam milhões de discos, mantendo o respeito da crítica especializada, em rara unanimidade.


Na “Tour 2014”, o cantor paraibano faz um passeio pelos clássicos “Avohai, Frevo Mulher, Admirável Gado Novo, Chão de Giz, Beira-Mar, Eternas Ondas, Garoto de Aluguel, Vila do Sossego e Banquete de Signos”. Estas são apenas algumas das inúmeras pérolas que Zé Ramalho lançou e riscam o Brasil de Norte a Sul, derrubando fronteiras e provando que a grande música é universal. Todas estão presentes no novo show, que traz ainda releituras de Raul Seixas (Trêm das Sete e Medo da Chuva) e o grande sucesso Sinônimo.

Serviço: Zé Ramalho – Tour 2014


Data: 22 de março de 2014 - sábado 


Horário: abertura da casa (20 horas) e início do show (21 horas)


Local: Teatro Guaíra (Rua Quinze de Novembro, 971, Centro) – Curitiba/PR


Classificação Etária – Livre


Duração do Espetáculo: 90 minutos


Ingressos: valores variam de R$ 96,00 (meia-entrada) a R$ 286,00 (inteira), de acordo com o setor.


Plateia – R$ 146,00 (meia-entrada) e R$ 286,00 (inteira).


1º Balcão – R$ 116,00 (meia-entrada) e R$ 226,00 (inteira)


2º Balcão – R$ 96,00 (meia-entrada) e R$ 186,00 a inteira.


Pontos de Venda: Disk Ingressos (Loja Palladium - de segunda a sexta, das 11hs às 23hs, aos sábados, das 10 às 22 horas, e aos domingos, das 14 às 20hs, - e quiosques instalados nos shoppings Mueller e Estação - de segunda a sábado, das 10hs às 22hs, e aos domingos, das 14hs às 20hs), Call-center Disk Ingressos (41) 33150808 (de segunda a sexta, das 9h às 22hs, e aos domingos, das 9 às 18hs), na bilheteria do teatro (de terça a sábado, das 12 às 21 horas) e também pelo site




Informações p/ o público: 41 3315-0808 ou 41 3304-7982 / www.diskingressos.com.br