segunda-feira, 23 de maio de 2011

Zé Ramalho Em São Miguel RN.



É com grande emoção e ansiedade que aguardo a hora de contemplar mais uma vez o show do nosso grande mestre Zé Ramalho!!! Estou contando as horas!!!

sábado, 21 de maio de 2011

DIÁRIO CATARINENSE 20/05/2011

Lenda da música brasileira, o paraibano Zé Ramalho retorna ao Estado com seu aclamado show revisionista. Hoje, canta em Tubarão, e amanhã na Capital


Poucos artistas nacionais mantém prestígio inabalável entre o público catarinense como Zé Ramalho. Prova disso é que o cantor e compositor volta e meia retorna a Santa Catarina com seu disputado show. Hoje, o ídolo estará em Tubarão, na casa Hangar Eventos. Amanhã, toca em Florianópolis, na Life Club.

O paraibano está em fase revisionista, depois de lançar, no início do ano, a Caixa de Pandora, projeto que traz DVD ao vivo, dois CDs com seus sucessos, um CD de raridades e um de MPB. Nos últimos anos, Zé também mergulhou em uma série de homenagens. Entre os artistas reinterpretados, lançou álbuns com o repertório de Bob Dylan, Raul Seixas, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. Mas promete para breve um novo mergulho na música autoral.

Com mais de 30 anos de carreira e quase 30 discos gravados, Zé Ramalho é hoje um artista completo: cantor, compositor e violeiro de primeira, que tem nas parcerias com artistas de todas as épocas uma marca recente – é convidado, por exemplo, no novo DVD lançado pelos Paralamas do Sucesso.

Natural de Brejo da Cruz (PB), iniciou sua vida artística cantando em conjuntos de baile inspirados na jovem guarda e no rock inglês. O interesse pelos violeiros e pala literatura de cordel só surgiria depois, ao participar da trilha sonora do filme Nordeste: Cordel, Repente e Canção, de Tânia Quaresma, em 1974. Por conta desse trabalho, Zé se mudou para o Rio de Janeiro,acompanhado por outros cantores nordestinos. Naquele mesmo ano, lançou seu primeiro disco, o raro Paebirú, uma parceria com Lula Côrtes.

Carreira consolidada com Admirável Gado Novo

Logo depois, tocava viola na banda de Alceu Valença, e nos shows tinha chance de interpretar composições suas. Em 1977, Ramalho foi convidado pelo produtor Augusto César Vanucci a participar da gravação da música Avôhai, composição sua que seria incluída no novo disco da cantora Vanusa. E assim foi ganhando nome e conquistando seu espaço no cenário musical.

A carreira do paraibano se consolidou quando ele lançou seu maior clássico, Admirável Gado Novo, e o grande sucesso Frevo Mulher. O show também contempla alguns sucessos preferidos dos fãs, como Chão de Giz, Garoto de Aluguel e Táxi Lunar.

Depois dos clássicos discos Zé Ramalho (1978) e a Peleja do Diabo Contra o Dono do Céu (1979) – que iniciaram sua carreira solo –, emendou fase que juntou sucesso comercial e grande produtividade. De 1981 a 87, foi um disco por ano, incluindo os sucessos A Terceira Lâmina, Força Verde, Dança das Luzes, Desejo de Mouro e Mary Mar.

Na segunda metade da década de 90 sua carreira voltou a se intensificar. Além dos inéditos Frevoador e Cidades e Lendas lançou a produção Antologia Acústica em 1997. Mas o destaque talvez tenha sido os dois volumes de O Grande Encontro, ao lado de Alceu Valença, Elba Ramalho e Geraldo Azevedo.


Agende-se
O quê: show com Zé Ramalho
Onde: Hangar Eventos (Av. Pe. Geraldo Spettmann, 737, Tubarão)
Quando: hoje, às 22h
Ingresso: pista R$ 40, área vip R$ 60, mesas de R$ 100 a R$ 166 por pessoa, camarote R$ 150. À venda no site www.minhaentrada.net, nas lojas Becks Store e Diferenzza Calçados (Tubarão), na Gloss Cosméticos (Braço do Norte) e Armazém Avenida (Laguna)
O quê: show com Zé Ramalho
Onde: Life Club (Rodovia SC-401, 14.037, Florianópolis)
Quando: amanhã, às 22h
Ingresso: pista R$ 40, R$ 20 (meia) e R$ 30 (Clube do Assinate), área vip R$ 50, camarote R$ 80 e R$ 52,50 (Clube do Assinante). À venda no site lojas Multisom, Jaqueline Calçados (Palhoça), Spider, Posto Jurerê, Postos Brava e pelos sites Blueticket e Nós Vamos e Vale 1 Convite

Fonte: Diario Catarinense

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Novo Cd de Zé Ramalho em agosto.

Zé Ramalho encerrou esta semana a produção do disco em que canta músicas do repertório dos Beatles. O lançamento está programado para agosto de 2011 pelo selo carioca Discobertas.


Quinto título de série de songbooks que já rendeu os CDs Zé Ramalho Canta Raul Seixas (2001), Tá Tudo Mudando - Zé Ramalho Canta Bob Dylan (2008), Zé Ramalho Canta Luiz Gonzaga (2009) e Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro (2010), o disco Zé Ramalho Canta Beatles foi gravado em inglês ao longo dos últimos anos. A produção é do próprio Zé Ramalho.


O cantor fechou a produção com a gravação de Your Mother Should Know, balada de Paul McCartney, gravada pelos Beatles para a trilha sonora do filme Magical Mystery Tour (1967).


Fonte: blog de "Notas Musicais" de Mauro Ferreira.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Zé Ramalho em São Miguel RN

O Prefeito de São Miguel, Galeno Torquato anuncia em primeira mão, a programação oficial do São João na Serra 2011 e 18º Arraiá do Tio Kalika, em mais um ano privilegiando grandes atrações regionais e nacional.

A novidade deste ano é mais um dia na programação junina que acontece de 18 a 21 de junho.

Dia 21 a grande atração nacional, ícone da música popular brasileira, o mega show de Zé Ramalho.

Estaremo lá se Deus quiser!!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Joinville recebe Zé Ramalho: a lenda viva da música popular brasileira

No sábado (09/04) o Joinville Square Garden recebe o show de Zé Ramalho, a lenda viva da música popular brasileira. Na bagagem o artista trás muito carisma e um seleto repertório com os sucessos de uma carreira consagrada. O palco para uma atração deste naipe não poderia ser outro senão a mais nova e badalada estrutura de shows da cidade: Joinville Square Garden.



A mistura destes elementos dão ao público a garantia de que o show será, sem sombra de dúvidas, uma oportunidade única para os joinvilenses prestigiarem um apresentação musical da mais alta qualidade. Dono de uma voz inconfundível e uma discografia invejável, Zé Ramalho é hoje um dos nomes mais sólidos na musica popular brasileira.


O show de Zé Ramalho em Joinville tem a assinatura na realização de um consórcio de três empresas de shows: Spinelli Produções, Fábrica do Show e R Schneider Produções e Eventos, além do patrocínio da Clínica Médica de emagrecimento Lipocenter, RT Outdoor, Imotion Info e Faculdade de Tecnologia Assessoritec.



Os ingressos para o show estão sendo vendidos nas Lojas Centersom e pelo site www.minhaentrada.com.br. No 1º lote - limitado a 100 ingressos - o preço na pista é de R$ 30, na área VIP em frente ao palco o valor no 1º lote é R$ 70. O camarote com 20 lugares com uma visão privilegiada para o palco custa R$ 2 mil. Confira abaixo os demais valores dos ingressos:


Ingressos de Pista:1º lote R$ 30, 2º lote R$ 40 e 3º lote R$ 50.


Ingressos da Área VIP:1º lote R$ 70, 2º lote R$ 80 e 3º lote R$ 100.


Camarotes:Camarote para 20 pessoas R$ 2 mil


Mesa VIP de pista para 5 pessoas R$ 350


Mesa VIP superior para 5 pessoas R$ 400


Informação e reservas com:Rodrigo (47) 8429.2446 Sandra (47) 8405.1891 e (47) 9196.6790 [cleiton@choracavaco.com.br]


Fonte:Paranashop

Adeus Lula Côrtes

O cantor, compositor e poeta pernambucano Lula Côrtes, morreu no último sábado (26), aos 61 anos. Segundo o site do jornal Diário de Pernambuco, o músico que sofria de câncer de garganta, estava na praia de Maracaípe, em Pernambuco, quando passou mal e foi levado para Hospital Barão de Lucena, mas não resistiu e morreu no caminho.

Lula Côrtes foi sepultado na tarde deste domingo (26) no Cemitério de Jaboatão.


Lula Côrtes foi um dos primeiros artistas a misturar ritmos regionais nordestinos com rock e atualmente trabalhava como gerente de cultura do município de Jaboatão dos Guararapes.



O artista já trabalhou ao lado de Zé Ramalho, no lançamento do LP de viagens sonoras Paêbirú (1975), o qual se tornou o vinil mais raro do Brasil, depois que as cópias se destruiram após a enchente que assolou Recife. Cada vinil em perfeito estado chegou a custar R$ 4 mil.


Lula Côrtes foi sepultado na tarde deste domingo (26) no Cemitério de Jaboatão Velho, Recife.



Fonte: Revista Cifras.





quarta-feira, 23 de março de 2011

ENTREVISTA EM MARÇO DE 2011

Em recente entrevista ao Portal IG, Zé Ramalho afirma que seu próximo trabalho pode ser uma homenagem aos Beatles.

Veja:




"Músicas 'proibidas' de Zé Ramalho são lançadas em caixa"

Pacote de CDs e DVDs traz versões de canções de Raul Seixas que haviam sido vetadas por Paulo Coelho; leia entrevista ao iG.

Antes de se firmar como músico popular, o paraibano Zé Ramalho soube o que é morar na rua, como cantaria o cearense Belchior, e passar fome na Cidade Maravilhosa, como diria o baiano Raul Seixas. Foi íngreme a ladeira até a consagração, em 1978, com canções esquisitas como “Avôhai”, “Vila do Sossego” e “Chão de Giz”. Hoje com 61 anos, Zé parece um homem empenhado em saber quem é, de onde veio, como e por que se tornou o aventureiro que abortou uma projetada carreira de médico para levar a vida incerta de um seguidor do rock’n’roll.
Zé não costuma ser percebido exatamente como um roqueiro, mas os passos de autoconhecimento que vem trilhando evidenciam que isso foi o que ele sempre foi, embora de um modo peculiar, que talvez só um rapaz nascido numa vila nordestina do (desas)sossego chamada Brejo do Cruz pudesse expressar. Na coleção de quatro CDs e um DVD denominada “Caixa de Pandora”, lançada há pouco, reúnem-se caminhos musicais trilhados com sucesso, mas também atalhos e desvios que, nem tão bem-sucedidos, ficaram perdidos no percurso.
A caixa resgata, por exemplo, o filé do que seria em 2001 o CD “Zé Ramalho Canta Raul Seixas”, lançado de modo truncado porque o hoje escritor Paulo Coelho vetou a inclusão de suas parcerias com Raul no projeto - e isso incluía várias das obras-primas máximas do anárquico roqueiro, como “Gita”, “Eu Nasci Há 10 Mil Anos Atrás”, “Ave Maria da Rua”, “Água Viva”, “Cachorro Urubu” e “Loteria de Babilônia”, entre outras. Todas estão agora resgatadas, no formato inacabado no qual foram arquivadas há dez anos.
Outro exemplo, curioso, é o da até aqui inédita “Ninguém É Você”, uma versão agreste para “Nobody But You” (1991), dos entes nova-iorquinos Lou Reed e John Cale. “Foi recusada com a justificativa de que o Lou Reed não tinha gostado da versão”, revela hoje o cantor e compositor.
“A Caixa de Pandora” é um momento de um processo maior, iniciado com a bem-sucedida “Antologia Acústica” de 1997. Desde então, Zé vem investigando, de modo cada vez mais profundo, seu passado e suas influências. Soaria despropositada a alguém mais desavisado a notícia de que, nos últimos dez anos, Zé ergueu versões particulares dos cancioneiros de Raul Seixas e Lou Reed, mas também do pernambucano Luiz Gonzaga, do paraibano Jackson do Pandeiro e do norte-americano Bob Dylan. O “Mr. Tamborine Man” de Dylan, por exemplo, virou “Mister (Jackson) do Pandeiro” no instigante e instigado álbum “Zé Ramalho Canta Bob Dylan – Tá Tudo Mudando” (2008).
Não se sabe exatamente o que poderá haver em comum entre Luiz Gonzaga e Bob Dylan, mas Zé Ramalho sabe que a eles deve sua existência musical. E que, cada um a seu modo, Gonzagão, Raulzito, Dylan, os Beatles, o jovem-guardista Erasmo Carlos e Jackson do Pandeiro foram e são pedras rolantes de magnitudes parecidas à do autor de “Admirável Gado Novo” (1979).
Preservando-se de modo talvez semelhante ao do lobisomem que ele interpretava nos “Mistérios da Meia-Noite” da trilha-sonora da novela global “Roque Santeiro” (1985), Zé Ramalho topou falar ao iG sobre passado, presente e futuro, mas desde que fosse por e-mail. Segue abaixo a entrevista.
iG: O produtor Marcelo Fróes cita, no encarte da caixa, o grupo The Gentlemen,com o qual você gravou no início da carreira. O que você lembra dessa experiência? Você gravou um álbum com eles na época? Como era?
Zé Ramalho: Toquei durante três anos nessa banda de covers, em João Pessoa, na Paraíba, no final dos anos 60. E não cheguei a participar efetivamente do disco gravado por eles, na Rozemblit em Recife, porque já estava me deslocando para o Rio de Janeiro. Mas foi importante, ali eu desenvolvi, com o líder da banda, Hugo Leão, várias gravações, que eram as primeiras demos, de músicas minhas como “Vila do Sossego” e “Kryptônia”, entre outras.
iG: Na entrevista incluída no DVD, você define a decisão de ir para o Sudeste para fazer música como “uma tragédia para uma família nordestina”. Para você foi um momento de grande conflito?
Zé Ramalho: Quando eu citei “tragédia nordestina” é porque eu estava desistindo, abortando a Faculdade de Medicina, na Universidade Federal da Paraíba. Essa atitude, em plenos anos 70, era realmente uma tragédia, para a visão familiar. Ou seja, eu estava largando uma banca de medicina por algo incerto e sem segurança nenhuma, em relação à livre concorrência selvagem, que seria experienciada por mim, quando vim para o “Sul Maravilha”.
iG: Na mesma entrevista, você relata ter dormido na praia e em bancos de praça no Rio de Janeiro, uma história que é compartilhada por outros artistas que migraram para o Sudeste, como, por exemplo, Belchior e Odair José. O que significa essa experiência para um artista? E para um cidadão?
Zé Ramalho: É muito ruim, muito desconfortável e muito perigoso também. Você fica exposto a todos os perigos que o cercam numa cidade como Rio de Janeiro ou são Paulo. Já que você citou Belchior, vou citar uma das suas frases, na música “Apenas um Rapaz Latino-Americano”: “Sem dinheiro no banco, sem parentes importantes e vindo do interior”. Isso diz tudo: a falta de padrinhos ou contatos que facilitassem a entrada em gravadoras, programas de TV ou rádio. Eram inexistentes. Lutamospara sobreviver, na edição diária de estar limpo, asseado e a parte mais difícil: comer.
iG: Que relação você mantém hoje com o Nordeste, em termos concretos, mas também quanto aos seus sentimentos?Zé Ramalho: O Nordeste é a minha base musical, as raízes profundas que percebi e absorvi, e é o meu encanto por ser a minha origem. O orgulho e o amor que tenho pelo meu Estado e a minha região são mantidos até hoje, com todo o fervor e o respeito que merece essa combinação de fontes de diversas formas de arte e comportamento.iG: É frequente rotularem você, dentro da MPB, como um compositor de músicas “místicas”. Você aprecia esse rótulo? Ele faz sentido?
Zé Ramalho: Isso é porque o meu primeiro disco veio carregado desses conceitos literários e artísticos. A música “Avôhai”, por exemplo, está cheia de misticismo, que é uma coisa ligada ao espírito e a viagens mentais e estados de contemplação. Nunca me incomodei com esse adjetivo, porque faz parte da minha formação literária, os livros que li na adolescência, e a estranha ligação e atração que tenho por essa dimensão.
iG: Em que medida esse "misticismo" se relaciona também com psicodelia e experiências com drogas?
Zé Ramalho: Está tudo ligado. A experiência com drogas durante os anos 70 foi importante também para essa iluminação de algumas partes da mente, que são pouco visitadas por nós mesmos. A junção dessas experiências com música, livros, peças de teatro, quadros, tudo junto permitiu vôos profundos no grande abismo da criatividade.
iG: Uma das grandes novidades da “Caixa de Pandora” é resgatar do ineditismo as canções de Raul Seixas cujo lançamento não havia sido autorizado em 2001. Como foi possível a publicação, e que sentimento lhe provoca o surgimento delas?
Zé Ramalho: Antes tarde do que nunca! Essas músicas do Raul, que aparecem num formato de pré-produção, somente com voz e violão, trazem uma intimidade com esse grande artista que não foi totalmente exposta no disco de 2001. Não significa que o parceiro que não autorizou as regravações seja perdoado ou mesmo que fique menos “sujo”, pois o que aconteceu na época foi uma sacanagem. Porém, é um grande presente para os fãs, meus e do Raul. Porque é notória a grande aproximação entre os dois trabalhos e principalmente o carinho e admiração que eu tinha por ele.
iG: Qual é a história por trás da versão de Lou Reed incluída na caixa? Essa música saiu originalmente no disco dele com John Cale, em homenagem a Andy Warhol, que havia acabado de morrer. Qual é sua relação com essas figuras?
Zé Ramalho: Bem, um dos diretores executivos da gravadora CBS, no início dos anos 90, tinha escutado esse álbum e quando ouviu “Nobody But You” imediatamente me ligou e expôs a sua idéia de me pedir para fazer uma versão dessa música. A voz de Lou Reed, também grave, o levou a se lembrar da minha voz. Como gosto de desafios, resolvi fazer a versão, que deveria ter entrado no disco “Frevoador”, de 1992. Na época, foi recusada com a justificativa de que o Lou Reed não tinha gostado da versão, apesar do parceiro John Cale ter liberado a sua parte. E foi assim, guardei no meu arquivo pessoal, não só essa versão, que já faz quase 20 anos, como também as músicas do Raul e muitas outras que ainda tenho guardadas e que ainda poderão virar mais um box. Por isso é que dei o titulo de “Caixa de Pandora”, porque ela está revelando, ao ser aberta, todas essas proibições e não-autorizações acontecidas durante todo esse tempo.
iG: Gostaria de perguntar sobre Bob Dylan, apesar de o disco com músicas dele não fazer parte do repertório da "Caixa de Pandora". Esse foi um projeto bastante bem-sucedido, não? Ele tornou mais nítidos e perceptíveis seus laços com a obra "folk-rock" de Dylan?
Zé Ramalho: Isso é você quem deveria me dizer, porque você conhece ambos os trabalhos. Contudo, era um projeto que eu tinha que realizar, pois foi amadurecido durante décadas e realizado no momento certo. Ao contrário das músicas proibidas e não-autorizadas dessa caixa, o Dylan, como autor, liberou, sem nenhuma observação, todas as versões do disco. Isso já é o bastante para realizar um trabalho dessa magnitude.
iG: Você trabalha atualmente em algum novo projeto? Pode contar alguma coisa?
Zé Ramalho: Atualmente, continuo realizando discos da série “Zé Ramalho Canta…”, da qual já saíram “Zé Ramalho Canta Raul Seixas”, “Zé Ramalho Canta Bob Dylan”, “Zé Ramalho Canta canta Luiz Gonzaga” e “Zé Ramalho Canta Jackson do Pandeiro”. Nessa “Caixa de Pandora”, um dos discos é “Zé Ramalho Canta MPB”. Provavelmente neste ano ainda deverá sair o “Zé Ramalho Canta Beatles”, em inglês. Também tenho um pacote de canções autorais só minhas, sem parceiros, que já estou trabalhando e amadurecendo para ser lançado em breve tempo.



Pedro Alexandre Sanches, repórter especial iG Cultura 17/03/2011