
Fonte: www.queagito.com
O público de Atibaia pode ouvir e conhecer, durante o show deste sábado, algumas das canções inéditas que compõe o disco "Sinais dos Tempos", novo trabalho de Zé Ramalho.
O Festival de Inverno vai até 12 de agosto e conta com atrações para todos os estilos. Mais informações na Secretaria de Cultura e Eventos pelos telefones: (11) 4414-2139 ou 4412-7776.
Fonte: AtibaiaNewsProblemas técnicos no voo entre Campinas e Cuiabá acabaram impedindo a chegada da banda do cantor Zé Ramalho que faria hoje a abertura do 28º Festival de Inverno de Chapada dos Guimarães. Por causa deste contratempo, o prefeito Flávio Daltro, prorrogou o evento até o dia 3 de agosto, quando então acontecerá o show de um dos grandes intérpretes da música popular brasileira.
Zé Ramalho veio em outro voo e passou a sexta-feira em Chapada dos Guimarães, mas confirmou retorno para o encerramento do Festival de Inverno, que coincide com a comemoração do aniversário do município que este ano completa 269 anos de fundação.
“Depois que passei dos 60, parece que os anos estão correndo. Me vejo num mundo louco, rápido e cruel e tendo de me inspirar nele para fazer minha obra de arte”, ele explica no material de divulgação do CD. “Os fãs vinham cobrando um disco autoral, mas passei os últimos cinco anos refletindo sobre mudanças que ocorreram e fazendo músicas aos poucos”.
Ao longo desse período, Zé travou um longa batalha na justiça para poder gravar seus próprios sucessos. Ao lado de artistas como Roberto e Erasmo Carlos, brigou contra um grupo de editoras musicais que tentou aumentar as taxas cobradas das gravadoras para a utilização das músicas em CDs e DVDs. Moveu uma ação contra a editora EMI Songs – que fazia parte do grupo denominado Associação Brasileira dos Editores de Música (Abem) – e tentou rescindir os contratos através dos quais cedeu os direitos patrimoniais de suas canções.
Em 2005, ao lançar o CD e o DVD Ao Vivo, com que comemorava seus 30 anos de carreira, Zé teve os produtos tirados de circulação – apenas a primeira tiragem foi vendida. O cantor partiu, então, para uma série de homenagens a outros artistas, como Bob Dylan, Beatles, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga, até conseguir a vitória nos tribunais.
Robertinho do Recife
“É um album para pessoas que estavam aguardando novas produções musicais minhas, sem maiores pretensões. É a continuidade do meu trabalho, minha leitura do mundo atual e minha maturidade como homem e compositor. É a vontade de continuar levando essa vida de shows, estúdio, gravações e de oferecer o que crio”, explica.
Sinais dos tempos
O que: novo disco de Zé Ramalho. Avôhai Music, 12 faixas.
Produção: Robertinho do Recife
Outras informações: www.zeramalho.com
Saiba mais
Agora, um dos principais representantes da geração nordestina setentista, Zé retoma a linha temática que o tornou famoso, com uma mistura de baião, folk, blues e rock. E ainda letras sobre as fragilidades do homem e o sobrenatural. Dia 17/8, ele faz show de lançamento do álbum, no Tom Jazz.
DIÁRIO_ Como você vê o legado da música nordestina na cena pop?
ZÉ RAMALHO_ Me dá impressão que parou na minha geração, que veio logo após Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e Domiguinhos. Eu, Fagner, Alceu Valença, Elba Ramalho e outros fizemos dessas fontes o nosso aprendizado, mas adicionamos a modernidade e a transformação do nordeste contemporâneo. A música nordestina atual descamba para uma música cada vez mais distante dessas raízes e fontes.
A canção “Um Pouco do que Queira” fala das festas de São João...
Bem, a Festa de São João é a redenção máxima da popularidade nordestina, em termos de festejos e folguedos de grande extensão popular. O São João nordestino hoje é feito de festas superproduzidas.
Você precisou passar por um novo trabalho de canto para incorporar as novas canções?
Não exatamente. Meu método e minha visão de fazer música não seguem uma regra óbvia. Quando passei três anos lançando o projeto “Zé Ramalho Canta”, foi o enriquecimento da minha obra através do meu lado intérprete. Lançar disco de músicas inéditas é cada vez mais raro e difícil de colocar no mercado.
Houve composições de outros autores que chegaram a fazer parte do projeto?
Não. A minha ideia, depois de cantar Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Beatles, Bob Dylan e Raul Seixas, foi exatamente retomar meu lado autoral radicalmente, calando a boca daqueles fãs desconfiados que me insultavam, através do meu site, insinuando que a minha fonte de compor havia secado. Aí está a resposta!
Você é pai de seis filhos e avô de cinco netos. Algum de seus filhos é músico?
A maioria dos filhos é envolvido com música. Mas apenas um segue a carreira ideológica e romântica de ser artista. É o meu terceiro filho, o João Ramalho, que tem a banda JPG.
Além de Zé Ramalho, a agenda anuncia ainda mais expetáculos musicais exposição e dança.
PROGRAMAÇÃO: 15/07/2012 – Domingo
17h30 – Show Musical – Movimento – Flávia Bittencourt e Banda (MA)
19h30 – Show Musical – A Caixa de Pandora – Zé Ramalho (PB)
Local: Concha Acústica
20h – Show Musical – Danielle Cristina (RJ)
Local: Ginásio Poliesportivo
Fonte: Via Comercial
Primeiro álbum de inéditas de Zé Ramalho em sete anos, Sinais dos Tempos sucede a série de tributos que o músico fez para Bob Dylan, Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro e os Beatles entre 2008 e 2011 e é um reencontro do paraibano com seu rock psicodélico, sua temática mística e suas raízes nordestinas, embora o artista não goste de chamar de reencontro.
“Não é um reencontro”, rebate Zé Ramalho, em entrevista ao JORNAL DA PARAÍBA, por e-mail. “É uma continuidade das minhas lembranças e memórias, que estão sempre comigo. Não esqueci de nada, como diz na música (‘Indo com o tempo’, que abre o CD): ‘Me lembro claramente / De tudo que eu vivi”.
Esse tom autobiográfico resvala, sobretudo, nos últimos cinco anos da vida do cantor, entre a carreira consolidada, os netos e até uma disputa judicial com sua antiga gravadora e a editora de suas músicas sobre sua própria obra. A citada ‘Indo com o tempo’ – com versos como “E não perdoarei / A quem me trouxe dor” – e ‘Justiça Cega’ são temas que versam sobre essa disputa.
“É um dos motivos”, confirma Zé. “Além de outras injustiças que aconteceram na minha vida e que fornecem motivos suficientes para descarregar todo sentimento de revolta e indignação, através de uma canção. O disco inteiro é um retrato da minha fase que estou vivendo”.
Além do desabafo, os temas de Sinais dos Tempos são pontuados por alienígenas, misticismo e divagações acerca do tempo, tema trabalhado na arte da capa, no encarte e no material promocional do disco. Abordagens mais próximas do autor de Opus Visionário e A Terceira Lâmina, do que de Parceiros Viajantes.
Os temas, confidencia o músico paraibano, são inerentes a ele. “A configuração das ideias inspiradoras desse trabalho surgiu naturalmente. Não houve uma intenção específica de misticismo ou psicodelismo, porque eles surgiram naturalmente, como tudo que aconteceu na minha discografia”, comenta Zé Ramalho.
Em quase todas as músicas, diz ele, é possível encontrar as lições que o tempo trouxe para sua vida. “Ele (o disco) confere maturidade, experiência, segurança e autoridade para falar de tantos acontecimentos em 35 anos de carreira. São 25 discos lançados, cinco DVDs gravados e centenas de participações em discos de outros artistas e eventos. Essas experiências me dão autoridade conferida pelo velho e bom tempo”.
Apesar das divagações sobre o passar do tempo (“Sinais de que os tempos passaram / Passaram e mudaram demais”, diz a letra de ‘Sinais’), Zé diz que não é um sujeito nostálgico, ou que vive do passado. “Apenas a mídia e as pessoas da minha época se prenderam aos meus primeiros discos e não os tiraram mais da cabeça”, responde. “O que está exposto é a maturidade de um compositor que lida com temas que nenhum outro ousou mexer.
Esse clipe de 1978 é uma raridade, posto aqui (um trecho) para os que curtem a boa música desse grande profeta da mpb.
Produzido por Zé Ramalho com o velho parceiro Robertinho do Recife, Sinais dos Tempos começa no rock para descambar no regional e evoca a sonoridade dos primeiros discos do paraibano.
O guitarrista norte-americano Jesse Robinson, que Robertinho conheceu nos EUA, empresta uma pegada bluesy a ‘Indo com o tempo’. Já ‘Olhar alquimista’ emula a guitarra de David Guilmour no Pink Floyd, enquanto a melodia que introduz ‘Lembranças do primeiro’ remete à clássica ‘Terceira lâmina’, assim como ‘Que ainda vai nascer’ traz referências de ‘Beira-mar’.
O xote ‘Um pouco do que queria’ inaugura a segunda metade do CD, seguida pela balada ‘O começo da visão’, com sensuais vocalises de Roberta do Recife, filha do produtor. O tema místico prossegue em ‘Portal dos destinos’, forrada com uma programação hindu.
Depois da animadinha ‘Noite branca’, com o riff do mega-hit ‘Venus’ dialogando com uma sanfona, chega a ‘Rio/Paraíba’, canção que traduz a paixão do músico pela terra natal e a terra que o acolheu desde o final dos anos 1970. ‘Anúncio final’, repleta de efeitos, retoma o tom místico-nordestino para encerrar o disco, confirmando a proposta exotérica de Sinais dos Tempos.
“Eu amo a Paraíba e sempre terei saudades da minha terra”, responde Zé Ramalho ao ser perguntado por ‘Rio/Paraíba’. “A canção ‘Rio/Paraíba’ reflete essas questões, de ter que viajar de vez para uma ou para outra dessas cidades".
Sinais dos Tempos também marca a estreia do selo fonográfico de Zé Ramalho, o Avôhai Music. Isso levou o músico a decidir que, por enquanto, não fará show de lançamento do novo CD.
“Quero ver a reação desse disco no mercado”, comenta em entrevista disponível no YouTube.
Fonte: Jornal da Paraíba
Parabéns amigo Eduardo! Que venham mais muitos encontros com o Velho Avôhai!
É, sobretudo, um disco em que o autor de clássicos nordestinos e brasileiros como "Chão de Giz" e "Vila do Sossego" (1978), "Frevo Mulher" e "Admirável Gado Novo" (1979), "Eternas Ondas" e "Banquete de Signos" (1980), "A Terceira Lâmina" e "Galope Rasante" (1981) olha para si próprio e para seu passado, no sentido não de revisitá-lo, mas de reavaliá-lo e refletir sobre ele. "Não era para ser assim/ era pra ser bem melhor", rasga, áspero e autocrítico, em "Olhar Alquimista".
Os ciclos do tempo são esquisitos, às vezes cruéis. Luiz Gonzaga merece ser lembrado todos os dias, e a efeméride tola vem a calhar, se pode prestar algum auxílio nesse sentido. A partir do final da década de 1940, ele foi o responsável primordial pela exportação, para o sempre autocentrado Sul-Sudeste do Brasil, de valores bem marcados de orgulho nordestino — musical, artístico, cidadão. O país não seria mais o mesmo depois que sua música agreste e sua sanfona apaixonada se espalhassem para além das fronteiras natais. Na virada dos anos 1950 para os 1960, a carioquíssima bossa nova faria de tudo para sepultar a sanfona de Gonzagão nalguma cova do passado remoto — mas era processo irreversível, não havia caminho de volta.
Filhos ilegítimos e infiéis da docilidade da bossa nova, os tropicalistas Gilberto Gil, Caetano Veloso e Gal Costa colaborariam para impedir o desterro de Gonzagão, a partir de 1967. Eles também eram nordestinos, mas tampouco deveram fidelidade ao pai simbólico — eram especificamente da Bahia de Dorival Caymmi, migrantes que ganhariam o eixo Rio-São Paulo trazendo a tiracolo maneiras mais praianas e malemolentes de ser nordestinos.
Seria a leva de migrantes imediatamente posterior a essa que restabeleceria no seio da música popular brasileira a nordestinidade agreste, de sertão, seca em vez de úmida: os cearenses Amelinha, Belchior, Ednardo e Fagner, os pernambucanos Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Robertinho de Recife, os paraibanos Elba Ramalho e — eis ele aqui outra vez — Zé Ramalho. Cada um à sua maneira, todos contribuíram para que o Nordeste gonzaguiano persistisse e prosperasse à revelia do ódio calado e dos preconceitos velados de espectadores e artistas ancorados no eixo Rio-São Paulo (e do Ecad, o monopólio artístico-empresarial que controla sem nenhuma transparência a distribuição de direitos autorais no país).
Zé Ramalho é protagonista incontestável dessa vertente, e só por isso merece ser cumprimentado diariamente, tal qual um Gonzagão, um Caymmi ou um Jobim. Desde que cantou alto os versos nada bovinos de "Admirável Gado Novo" ("ê, vida de gado/ povo marcado, ê, povo feliz"), sua voz trovejou, floresceu e lançou sementes para muitas direções. Há uma ala da chamada crítica musical (e, ao lado dela, determinadas faixas de público) que silencia sobre a importância crucial dos agrestes nordestinos no nosso tecido musical. Embora barulhentos, são minoritários no Brasil de 2012. Zé continua a falar alto para os seus — que coincidem, em boa medida, com aqueles que até hoje se emocionam e choram ao ouvir a voz de Gonzagão em "Asa Branca" (1947), "Assum Preto" (1950) ou "A Vida do Viajante" (1953).
Zé, ele próprio, não respeita fronteiras musicais. Nascido artisticamente sob os ventos do rock e da bossa nova, da canção de protesto e do iê-iê-iê, do baião e do rock psicodélico, ergueu em discos recentes homenagens musicais intensas a influenciadores tão variados quanto Beatles, Raul Seixas, Bob Dylan, Jackson do Pandeiro e, obviamente, Luiz Gonzaga.
Não cessa de reverenciar a tradição (o rock viajandão do Pink Floyd é referência predominante neste inédito Sinais dos Tempos), mas com o mesmo gosto aprova os sertanejos (nordestinos ou não) que não param de brotar dos interiores de um Brasil a cada dia mais brasileiro. Em anos recentes, cantou em parceria com os paranaenses Chitãozinho & Xororó, a sul-matogrossense Tetê Espíndola, as baianas DanielaMercury, Ivete Sangalo e Pitty, os paraenses Joelma e Chimbinha (da Banda Calypso), a mineira Paula Fernandes. Musicalmente, Zé Ramalho não conhece preconceitos — quem conhece é quem o combate, seja ruidosa ou silenciosamente.
Fonte: YAHOO, NOTÍCIAS. Por Pedro Alexandre SanchesPessoal estive no show de Zé Ramalho em Campina Grande-PB no ultimo dia 27/06, apesar da grande chuva que caiu durante todo o dia e a noite, o show foi sensacional e contou com milhares de fãs que mesmos encharcados com tanta chuva, não pararam de curtir o som do velho Avôhai!
Na ocasião não pude conversar pessoalmente com Zé Ramalho, pois a chuva não deu condições de chegarmos até o camarim antes do show. Mas tive o privilegio de receber um kit do novo trabalho que o mestre Zé me mandou pela produção. O kit contem o novo cd Sinais dos Tempos, uma ampulheta personalizada, um calendário também personalizado e a camiseta da Tuor 2012/2013 do novo cd.
Em Campina tive o prazer de ficar hospedado na casa do grande amigo Jobson, que juntamente com sua esposa, me acolheram muitíssimo bem. Também tive a alegria de conhecer grandes fãs de Zé Ramalho, como os amigos Fabio, Jorge e Alisson Lucena.
SHOW EM PAU DOS FERROS
Dia 28/06 tive que voltar pra Frutuoso Gomes, minha cidade, pois o grande mestre Zé Ramalho faria um show em Pau dos Ferros dia 29/06, e é claro que eu não poderia faltar. Em Pau dos Ferros o tempo não decepcionou o céu tava bonito com uma bela lua abrilhantando ainda mais o espetáculo. E lá sim, tive o imenso prazer de rever e dar um forte abraço no meu grande mestre Zé Ramalho, onde conversamos um pouco no camarim antes do show. O Zé me recebeu cheio de simpatia como sempre, e foi logo perguntando “como estava a Vila do Sossego”! fizemos algumas fotos e fui assistir o show que foi maravilhoso!
Quero deixar aqui meus sinceros agradecimentos aos amigos Jobson de Campina Grande, à Aurilio Santos, à Carlinhos Dias, da produção de Zé Ramalho, um cara muito bacana e simples que me deu muita atenção nos dois shows.
É isso aí pessoal um forte abraço à todos!
Rivanildo.
Fotos: